terça-feira, 21 de maio de 2019
Comprei uma slow-cooker
Depois de andar a ver por aí a dizerem maravilhas das slow-cookers, ou panelas de cozedura lenta, resolvi investir numa.
Na semana passada, curiosamente, o Aldi tinha uma em folheto pela módica quantia de € 29,99 e foi essa mesmo que trouxe.
A grande vantagem deste modelo é a enorme capacidade de 6 litros, dá para cozinhar um frango ou pato inteiros ou belas coxas de perú. A única desvantagem é que não tem temporizador, ou seja tenho de ligar e desligar manualmente.
A slow cooker basicamente funciona como um pequeno forno com um recipiente cerâmico com uma temperatura constante (high ou low se quisermos a cozedura mais rápida ou mais lenta) que cozinha a comida lentamente. Como a temperatura é baixa, não há evaporação de líquidos e a carne normalmente cozinha nos seus próprios sucos, ficando macia, suculenta e sem adição de grandes gorduras. É possível usar carnes mais duras e baratas que mesmo assim a promessa é de a tornar bem tenrinha e saborosa.
A minha ideia com esta aquisição é, de vez em quando, deixar a panela ligada à hora do almoço e ela fazer a sua magia durante a tarde. Chegado à noite tenho um belo de um estufado pronto, faço só um acompanhamento e já está! Ou mesmo ao fim de semana, ponho a bichinha a funcionar e podemos ir à nossa vidinha, fazer uma piscina ou uma caminhada e quando chegarmos a casa é só sentar na mesa!
Estou com belas esperanças nesta maquineta, espero que se torne bem útil e não seja mais uma para encostar...
domingo, 19 de maio de 2019
Superação
Era o que dizia no balão que me calhou na Corrida da Mulher de hoje.
Nunca tinha feito nenhuma prova destas porque não tinha companhia, porque nunca tinha calhado, porque nunca achei que conseguisse chegar ao fim... sei lá, as razões são imensas.
No início do ano, a filhota desafiou-me e eu inscrevi-nos de imediato, orgulhosa da iniciativa dela.
Hoje lá fomos e soube muito bem este momento partilhado a duas. É sempre bom passar tempo com ela, mas saber que ela também gosta de partilhar momentos destes comigo em plena adolescência é só delicioso.
São 6 da tarde e estamos as duas a ouvir música baixinha a olhar para o mar de Leça da Palmeira depois de umas horas de explicações privadas de História.
E eu sinto-me feliz. Não só pela superação como por esta relação mágica que construímos.
sexta-feira, 10 de maio de 2019
Um ano de liberdade
Um ano de aprendizagem.
Um ano de revolução total das regras de anos.
Um ano do maior amor do mundo: o amor próprio.
Um ano a tratar-me com gentileza.
Um ano a olhar para mim primeiro sem sentimento de culpa algum.
Um ano a sentir que mereço ocupar o meu espaço no mundo.
Um ano a não odiar o meu corpo.
Um ano a olhar-me ao espelho e a focar-me nas coisas boas do meu corpo.
Um ano a agradecer ao meu corpo aquilo que ele é e o que me permite fazer.
Um ano a movimentar o meu corpo por o amar e não a castigá-lo por o odiar.
Um ano a andar de passo confiante e cabeça erguida (literalmente).
Um ano a estar a borrifar-me para o que os outros pensam do meu corpo.
Um ano a desfazer todas as ideias impostas pela mentalidade-dieta.
Um ano de foco no momento, na brincadeira e nas gargalhadas em vez de foco na comida.
Um ano a deixar de me atribuir as culpas de tudo.
Um ano de leveza de espírito.
Um ano a deixar de procurar validação dos outros e confiar só na minha própria.
Um ano a sentir que eu mereço tudo de bom no mundo.
Um ano de body positivity.
Um ano de alimentação intuitiva (em progresso).
Um ano de uma paz profunda.
Muito obrigada a estas meninas por serem fontes diárias de inspiração
Allie - Rini - Jillian - Megan - Jess
Foi uma bênção terem aparecido na minha vida
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Hoje foi o dia
Abria a gaveta da cómoda cheiinha até cima e os meus olhos paravam logo nas camisolas que deixaram de me servir.
Abria o roupeiro e parece que só reparava nas blusas que já não apertavam.
Hoje foi o dia. Passei revista a toda a roupa que tenho e tirei dos armários tudo o que já não me serve. Algumas coisas são para dar, outras ainda as vou guardar durante algum tempo numa caixa na garagem. Eu sou muito apegada às tralhas e este é um método que resulta comigo.
Até me sinto mais leve. Eu que achava que precisava urgentemente de todo o tipo de roupa, chego à conclusão que afinal... OK, preciso de 2 ou 3 pecinhas, mas fiquei com mais coisas do que pensava.
Podia estar a sentir-me frustrada por ter ganho peso neste último ano, mas vou optar por ficar feliz pelo caminho que escolhi percorrer.
Sim, ganhei peso. Mas ganhei também uma liberdade imensa. Estou a escolher cuidar da minha saúde mental, a fazer as pazes com a minha imagem, a curar a minha relação com a comida e a alimentar a minha auto-estima.
Escolho cuidar de mim e amar-me.
Escolho confiar no meu corpo e deixar-me guiar pela alimentação intuitiva.
Escolho não me deixar escravizar pela balança e afastar o meu valor do número que ela mostra.
O meu corpo está finalmente a voltar a confiar em mim e aos poucos vamos construindo uma relação saudável.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Aos dezasseis
Ontem, assim do nada:
- Tenho um anúncio a fazer:... Eu gosto muito de vocês os dois!...
A vermos televisão encostadas uma à outra como habitual, dá o trailer do Parque das Maravilhas:
- Mãe, vamos ao cinema ver este filme? Apetece-me ver mikis.
Fomos as duas, que o pai dispensa filmes de animação. A história era sobre uma mãe e uma filha super-unidas, melhores amigas a mãe fica doente e tem de ir fazer um tratamento:
- Vamos embora, não quero ver isto...
Mas não fomos e no fim a mãe regressa bem de saúde e choramos as duas.
Entre nós nunca há silêncio constrangedor. Falamos de tudo, de coisas importantes, de tonices, brincamos com tudo, gritamos na galhofa, às vezes parece uma casa de tolos.
Ela é a minha melhor amiga e eu sei que eu sou a dela. Ela sabe que não há absolutamente nada que não me possa contar e eu adoro que ela tenha toda essa confiança em mim.
O meu coração às vezes parece que vai rebentar de tanto amor que eu tenho por ela. Já nem sequer me lembro de como era a minha vida antes. Com ela, sinto-me completa!
Nunca, nem num milhão de anos, poderia imaginar que aos dezasseis a nossa relação seria assim, tão profunda, tão linda, tão nossa.
Eu dou-lhe toda a liberdade do mundo e ainda assim ela vem aninhar-se junto a mim. Amor assim não existe em nenhuma outra relação.
domingo, 21 de abril de 2019
Cansada
Às vezes sinto-me cansada de estar constantemente a trabalhar em mudar a minha mentalidade e deixar as tão enraizadas ideias de dieta. É um trabalho exaustivo e constante.
Às vezes arrependo-me de ter seguido o caminho da alimentação intuitiva. E se eu nunca encontrar o equilíbrio e só ganhar peso mais e mais?
Às vezes penso que nunca vou conseguir sair da fase do abuso pontual e começar a escutar a sério o meu corpo e finalmente balancear saudavelmente o que antigamente eu considerava alimentos permitidos e proibidos. Porque quando há uma aberta, os proibidos tornam-se os mais abusados.
Às vezes há coisas pequeninas que despoletam estes pensamentos e que me tiram o sono. Tipo uma foto por exemplo. Ou a respiração ofegante numa pequena e inofensiva subida de poucos metros.
Às vezes ainda me incomoda imaginar o que será que os outros pensam de mim, do meu corpo, da imagem da minha família "coitadinhos, tão gordos e desleixados"... Será que alguém olha para nós e pensa isso?
Às vezes ainda penso que estou a fazer mal à minha saúde ao ter deixado as castrantes dietas, mesmo sabendo que as minhas análises clínicas estão com valores melhores do que nunca.
Às vezes acho que estou a reduzir os anos de vida saudável que terei para ver a minha filha criar a sua própria vida. Os meus e os do meu marido que também ganhou peso desde que eu abracei a alimentação intuitiva.
Às vezes penso quão mais fácil seria voltar ao cobertor aconchegante do controlo da balança e das rotinas restritas.
Isto porque eu só sei ser tudo ou nada. Raismaparta!
Estou aqui a sentir-me entupida de amêndoas e doces, quando na realidade não foi assim tanto que comi. Mas o facto de não ter andado a comer fruta nenhuma e muito poucos legumes deve ser um alerta do meu corpo. Eu ainda não os sei reconhecer e isso tira-me o sono. É 01:39 da manhã e eu aqui a tentar perceber o que sinto e porque me sinto assim.
Às vezes sinto falta da disciplina a que a dieta me obrigava. Não sinto falta da dieta em si, mas do planeamento. Eu funciono muito melhor com rotinas e neste momento sinto-me um pouco all-over-the place.
Não sinto falta do constante sentimento de culpa por não conseguir reduzir o meu corpo, mas sinto-me inchada e sei que me sinto melhor com menos peso e com mais mobilidade.
Eu afinal não quero mudar a minha trajetória, não quero ir novamente do 8 para o 80, mas quero corrigí-la.
Porque no final de contas, o que interessa é como eu me sinto no meu corpo e neste momento sinto-me um pouco presa nele.
Mas eu não o consigo fazer sozinha, preciso da ajuda e compreensão dos meus. Preciso que eles me dêem a mão para caminharmos juntos e que puxem por mim. Só nos faz bem, a todos.
Às vezes arrependo-me de ter seguido o caminho da alimentação intuitiva. E se eu nunca encontrar o equilíbrio e só ganhar peso mais e mais?
Às vezes penso que nunca vou conseguir sair da fase do abuso pontual e começar a escutar a sério o meu corpo e finalmente balancear saudavelmente o que antigamente eu considerava alimentos permitidos e proibidos. Porque quando há uma aberta, os proibidos tornam-se os mais abusados.
Às vezes há coisas pequeninas que despoletam estes pensamentos e que me tiram o sono. Tipo uma foto por exemplo. Ou a respiração ofegante numa pequena e inofensiva subida de poucos metros.
Às vezes ainda me incomoda imaginar o que será que os outros pensam de mim, do meu corpo, da imagem da minha família "coitadinhos, tão gordos e desleixados"... Será que alguém olha para nós e pensa isso?
Às vezes ainda penso que estou a fazer mal à minha saúde ao ter deixado as castrantes dietas, mesmo sabendo que as minhas análises clínicas estão com valores melhores do que nunca.
Às vezes acho que estou a reduzir os anos de vida saudável que terei para ver a minha filha criar a sua própria vida. Os meus e os do meu marido que também ganhou peso desde que eu abracei a alimentação intuitiva.
Às vezes penso quão mais fácil seria voltar ao cobertor aconchegante do controlo da balança e das rotinas restritas.
Isto porque eu só sei ser tudo ou nada. Raismaparta!
Estou aqui a sentir-me entupida de amêndoas e doces, quando na realidade não foi assim tanto que comi. Mas o facto de não ter andado a comer fruta nenhuma e muito poucos legumes deve ser um alerta do meu corpo. Eu ainda não os sei reconhecer e isso tira-me o sono. É 01:39 da manhã e eu aqui a tentar perceber o que sinto e porque me sinto assim.
Às vezes sinto falta da disciplina a que a dieta me obrigava. Não sinto falta da dieta em si, mas do planeamento. Eu funciono muito melhor com rotinas e neste momento sinto-me um pouco all-over-the place.
Não sinto falta do constante sentimento de culpa por não conseguir reduzir o meu corpo, mas sinto-me inchada e sei que me sinto melhor com menos peso e com mais mobilidade.
Eu afinal não quero mudar a minha trajetória, não quero ir novamente do 8 para o 80, mas quero corrigí-la.
Porque no final de contas, o que interessa é como eu me sinto no meu corpo e neste momento sinto-me um pouco presa nele.
Mas eu não o consigo fazer sozinha, preciso da ajuda e compreensão dos meus. Preciso que eles me dêem a mão para caminharmos juntos e que puxem por mim. Só nos faz bem, a todos.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Semana curtinha
Semana curtinha de trabalho e compridinha de fim de semana. Vão ser 5 dias no meio do silêncio insurdecedor a relaxar do stress da cidade. Confesso que não consigo ficar muito tempo seguido na aldeia, mas uns diazinhos assim valem ouro!
Estão a var a capelinha lá em cima? Conto em ir lá a pé por muito que me vá custar, porque o meu rabo de couch-potatoe está mais fora de forma do que nunca. Mas é uma questão de honra...
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