segunda-feira, 19 de abril de 2021
Da nova mindset
domingo, 11 de abril de 2021
Dia zero?...
Pesei-me.
E vi algo que nunca imaginei para mim: 3 dígitos.
Eu sei que o número da balança não me define. Eu sei que o número da etiqueta das calças não me define. Eu sei que o espaço que ocupo no sofá não me define.
Eu sei o valor que tenho como mulher, como mãe, como esposa, como filha, como neta, como amiga, como profissional. E nada disso está ligado à minha aparência física.
Eu hoje sei que é impossível odiar-me até me amar, que isso não resolve porra nenhuma, só me diminui perante mim própria.
Eu não me arrependo de ter ganho 35kg depois de ter perdido 30. Esse foi o meu caminho e não seria a pessoa que sou hoje se não o tivesse percorrido passo após passo.
Tornou-me uma pessoa melhor, mais forte, mais independente, mais segura. Hoje não preciso da validação dos outros para me validar a mim mesma.
Mas...
Não posso continuar assim. O peso em excesso vai fazer-me mal, sim. Não à pessoa que me olha de volta no reflexo do espelho, essa sei o valor que tem. Mas vai fazer mal ao peso que os meus pés e pernas têm de carregar e eventualmente vai sobrecarregar o meu coração, ou os meus pulmões.
Eu quero perder peso. Eu preciso de perder peso. Mas nunca mais odiar-me como motivação... onde é que raio eu tinha a cabeça para algum dia ter achado isso uma boa ideia.
Eu quero perder peso porque me amo. Porque isso sim é cuidar de mim.
Eu quero pesar-me e não confundir o meu valor com o número da diaba da balança. Eu quero levantar-me do sofá e não caminhar como uma velha de 80 anos.
Eu não quero entrar no cíclo diabólico das dietas que não resultam e que nos convencem que a culpa é sempre nossa da nossa falta de empenho e de motivação.
Isto é um equilibrismo numa linha muito fina e quebradiça, mas eu tenho de tentar. Por muito difícil que seja manter esse equilíbrio. Não quero é continuar no caminho em que estou neste momento.
segunda-feira, 22 de março de 2021
Dos hábitos do passado
Hoje eu consigo olhar-me no espelho e não me focar somente nos pontos negativos.
Hoje eu consigo não precisar de validação externa para gostar de mim.
Hoje eu consigo fazer todo o tipo de refeições sem achar que estou a cometer um enorme pecado.
Foi preciso muito tempo, muito investimento próprio, muita desaprendizagem para chegar onde estou hoje.
O meu copo de auto-estima está cheio e hoje eu posso dizer que aprendi a gostar verdadeiramente de mim como um todo.
Mas...
Confesso que de vez em quando as ideias antigas ainda me visitam.
Confesso que às vezes morro de medo do futuro, dos problemas que o meu peso me possa trazer e muitas vezes penso que seria mais fácil e confortável voltar ao infinito ciclo das dietas que eu tão bem conheço (atenção: não é).
Confesso que às vezes fico triste pelo quanto o meu corpo mudou e pelo facto de poucas coisas que tinha me continuar a servir. Tento não ceder à tentação de guardar peças mais pequenas com o intuito de um dia voltar a caber nelas, não faz bem a ninguém isso.
Confesso que continuo a fazer zero exercício, apesar de saber perfeitamente o bem que faz ao corpo e ainda mais à mente. Sei que continua a ser auto-sabotagem, mas não consigo ter vontade de me mexer seja de que maneira for.
Desaprender todos os hábitos apregoados pela indústria das dietas como "saudáveis" quando tudo o que faziam era deitar-me abaixo e empurrar ainda mais para o fundo a minha auto-estima é um trabalho árduo. Remar contra a maré dessa indústria que movimenta milhões é um trabalho a tempo inteiro. E às vezes apetece-me atirar a toalha ao chão e voltar a "encarneirar" nas dietas. Era mais fácil, de facto.
Mas depois penso em tudo o que passei, o quanto me custou a chegar aqui, ao ponto alto deste amor por mim e sei que não vale a pena voltar a odiar-me para modificar o meu corpo.
É seguir em frente, uns dias melhor e outros dias pior e tentar todos os dias fazer o melhor para mim.
É difícil, mas tenho de continuar comigo no topo das prioridades.
domingo, 27 de dezembro de 2020
O que eu quero para 2021
- Começar aos poucos a fazer meditação - quem faz diz maravilhas e eu adorava ganhar esse hábito
- Além da frase diária de self love começar também um diário de gratidão - focarmo-nos nos pequenos prazeres da vida leva-nos a relativizar os "problemas" do dia-a-dia
- Começar a fazer ioga - sinto o meu corpo incrivelmente enferrujado e adorava ganhar mais flexibilidade
- Ter mais atenção à minha postura sentada ao computador ou no sofá - as minhas costas já reclamam de horas a fio curvada nas posições mais estranhas possíveis
- Criar uma rotina noturna de cuidado da pele e incluir nessa meia horinha o tal diário de gratidão e self-love - é incrível como eu consigo procastrinar os cuidados com a minha pele e o journaling que me sabe tão bem
- Ouvir mais o meu corpo e balancear os chocolatinhos que lhe dou com mais legumes e frutos
- Continuar as caminhadas em família que neste último mês foram interrompidas pela chuva e pelo confinamento - enquanto o meu esporão permitir pelo menos
- Continuar a hidratar o meu corpo por dentro e por fora - estes dois hábitos já estão mais ou menos enraizados, é só continuar
terça-feira, 3 de novembro de 2020
Da libertação do peso dos números
Há poucas semanas descobri a maravilha das leggings como roupa de andar por casa.
Foi coisa que nunca me tinha chamado a atenção, por um lado por não achar que favoreça as minhas pernas, por outro porque vejo muita gente na rua com leggings pouco opacas e detesto isso. No entanto, descobri na Decathlon umas bastante opacas e confortáveis.
Ora faltava-me umas túnicas para me sentir mais confortável. Hoje fui à Kiabi e comprei duas túnicas tamanho XXL. Sim o XL servia-me, mas não dava o aspeto largo ao look que eu procurava, então subi o número sem fazer disso um bicho de sete cabeças.
E se isto parece realmente algo sem importância nenhuma para o comum dos mortais, para mim é mais um passo de gigante na aceitação e no facto de descolar todo e qualquer valor do número da etiqueta. No passado nunca me teria atrevido a subir um número. Provavelmente iria preferir mudar por completo o estilo que procurava. Hoje sinceramente não quero saber da etiqueta, quero é sentir-me bem comigo.
E estes outfits vão ser bastante usados nos próximos tempos, pois como era mais do que previsível, voltamos ao teletrabalho e ao slow living...
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Never have I ever
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Das novas resoluções - frutas e legumes
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
Depois da tempestade vem a bonança... sempre!

domingo, 19 de julho de 2020
É disto mesmo que eu sinto falta
Não sinto falta das restrições, nem do ódio por mim e muito menos das desilusões na balança no final da semana.
Mas sinto falta da sensação segura de ter um objetivo. Do planeamento e do sentimento de dever cumprido. Sinto a falta disso.
Ontem foi um daqueles dias em que me sentia gorda (ainda há dias desses em que isso me afeta) e, num instante de sinceridade crua disparei para a minha filha:
- Que pernas tão gordas eu tenho...
- Se não te sentes bem, faz alguma coisa!
- Gostavas mais de mim se eu fosse mais magra?
- Não! Tu és muito mais do que isso. Aliás gosto mais de ti agora do que quando eras mais magra, és mais feliz agora.
E eu fiquei embevecida a olhar para ela. Eu sei que nem sequer deveria ter feito esta pergunta, até porque já sabia a resposta, mas saiu-me, pronto. E ela continuou:
- O nosso problema é que nós decidimos que vamos fazer coisas, fazemos duas vezes e desistimos. Por exemplo as segundas-feiras vegetarianas, as caminhadas, o levantar cedo ao sábado para caminhar na praia...
E ela tem razão. Desistimos ao fim de poucas vezes e eu culpo-me por isso. Afinal as refeições são por minha conta e acordá-los ao sábado também. É a minha veia sabotadora a funcionar desde sempre.
Desde o início do confinamento, já lá vão 4 meses, deixei de fazer o planeamento das refeições, porque estou maioritariamente em casa e baldo-me mais. Há mais refeições do desenrasca e mais frango no churrasco com batata frita.
As caminhadas também são facilmente sabotáveis com o "hoje não que estou cansada", ou o "hoje não que está calor" ou o "hoje não que está vento" ou mesmo o "vamos amanhã" e assim se vai marcando mais o nosso rabo no sofá e empurrando com a barriga um hábito saudável tanto para o corpo, como para a mente e até para o nosso relacionamento familiar.
E pronto. Mais uma lição que recebi desta pirralha que me conhece melhor do que ninguém neste mundo.
Resultado:
- Vou voltar ao planeamento das refeições semanais incluindo as segundas vegetarianas, as quintas de peixe e as sextas de sopa.
- Vamos voltar às caminhadas ao fim do dias e aos sábados de manhã à beira mar
- E já agora, voltar a beber 1,5l de água por dia fora das refeições em vez de aldrabar à farta.
Quem sabe se estes objetivos são suficientes para me trazer aquele gostinho bom de dever cumprido sem o gosto amargo que uma dieta invariavelmente traz.
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Nem me acredito!!
Três meses e meio depois de ter vindo para casa em teletrabalho eis que... o patrão diz que é para continuar neste registo até ao final de stembro!!!!
Eu que estava convencidíssima que a partir de dia 1 ía voltar (com muito receio) ao escritório, fiquei nas nuvens!
Confesso que gosto de estar a trabalhar em casa. É que há dias em que trabalho das 9 às 18:30, o telefone não pára e os e-mails são seguidinhos, mas também há dias calmos que me permitem levantar da mesa da sala e passar ao sofá para ver um episódio de uma série, ou estender uma roupa ou tomar um belo banho. Gosto desta liberdade e ter este plano alargado - 3 meses - acaba por ser um sonho neste momento.
Agora que a preocupação com o covid está controlada para mim, é mesmo altura de me dedicar ao self-care. Quem sabe se não é desta que as rotinas se instalam.
domingo, 14 de junho de 2020
Como criar rotinas, alguém me explica?...
As minhas pernas sempre foram o meu maior problema. São gordinhas por todo, desde o tornozelo e repletas de celulite. Se antes eu as odiava e queria a todo o custo mudar a sua aparência (sofri horrores em sessões de mesoterapia), com o tempo aprendi a aceitá-las e a desligar o meu valor da aparência do meu corpo e delas também.
Mas uma coisa é eu fazer todo o percurso mental de aceitar o meu corpo, sentir-me grata pelas experiências que ele me proporciona e outra coisa é eu desleixar-me com ele. Ele merece que eu o trate com amor e com carinho e isso inclui o exercício físico.
Sim, eu abandonei as dietas.
Abandonei o ódio ao reflexo do espelho.
Abandonei a restrição de comidas de conforto.
Abandonei a escravatura da balança.
Abandonei a ligação do meu valor pessoal à minha aparência.
E sim, ganhei peso nesse processo. Bastante.
Mas também ganhei paz interior.
Ganhei um amor próprio que nem sabia que existia.
Ganhei alegria nas mais pequenas coisas.
O que eu não ganhei foi vontade de mexer o meu corpo.
Foram muitos anos a mexê-lo única e exclusivamente motivada pelo ódio à minha aparência e com o único propósito de o obrigar a diminuir de tamanho.
Não é esse o meu propósito agora. Não é minha intenção mexer-me para emagrecer, mas sim porque sinto a necessidade física disso. A minha resistência é nula neste momento e sinto que estou numa altura da vida crucial para abraçar uma rotina destas. Preciso muito. Pela minha saúde.
Não quero ginásios, nem PT's, nem grandes projetos. Quero começar aos pouquinhos mas regularmente. Pode ser uma caminhada, uns agachamentos, umas danças do youtube, subir escadas, ioga online...
O que eu quero é poder subir 2 lanços de escadas sem ficar a morrer, ou passear sem cãibras. Quero que por uma vez, esta vontade de me mexer venha de um sítio de amor por mim e não de ódio, porque é claro que eu sei que isto me faz falta e que é um princípio básico para uma vida saudável.
Mas como é que eu faço para ganhar a vontade de levantar o rabo do sofá ou da cama? Sou bem capaz de passar 2 ou 3 horas entre twitter, instagram, facebook, big brother, novelas... Não me passa pela cabeça desalapar e mexer-me um pouco?...
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Destes dias
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Eu, ela e ele
Neste fim de semana decidimos em família que iriamos melhorar o nosso estilo de vida. Não que tenhamos uma vida muito desregrada, mas há alguns pontos onde podemos melhorar.
Isso inclui melhorar a nossa alimentação, torná-la mais intuitiva e nutritiva, reduzir às guloseimas que muitas vezes são uma muleta para lidar com o stress (eu) acompanhar as refeições maioritariamente com água (ele) e mexermo-nos com mais assiduidade e com prazer em vez da sempre presente obrigação (todos).
Plano feito e aceite de bom grado por todos, decidimos que as caminhadas seriam aos fins de semana e à 4ª à noite. Muito bem!
A 4ª aproximava-se e a minha cabeça já tinha arranjado meia dúzia de desculpas:
- Tenho de acabar o jantar
- Vamos jantar muito tarde
- Está frio
- Agora já é tarde
- O sofá é tão mais confortável
- Não gosto desta zona para caminhar
- Se pegarmos no carro para ir para outro lado, apanhamos trânsito e fica ainda mais tarde.
Ela também tinha algumas desculpas preparadas:
- Se estiver vento não vou
- Ainda tenho de tomar banho
Ele chegou cheio de vontade e não cedeu às nossas desculpas...
Afinal o jantar estava adiantado.
Fomos antes do jantar caminhar pela nossa zona porque na realidade já não era assim tão cedo. Para a próxima procuramos outra zona.
O frio que estava foi-se dissipando com o calor da caminhada.
Quando chegamos ela tomou banho enquanto eu acabava o jantar.
Jantamos e o sofá continuava lá bem mais confortável do que dantes.
Jantamos mais tarde sim, mas ainda pudemos disfrutar do serão e com o sentimento de dever cumprido.
Se eu estivesse por minha conta, tinha desistido. Sim eu sou a rainha das desculpas. Assim a três torna-se mais fácil. Uns puxam os outros. Espero que seja para continuar!










