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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Daqueles sonhos reais



Esta noite sonhei que estava em casa dos meus pais, o meu irmão também lá estava, disse qualquer coisa e eu desatei ao gritos na cara dele e a bater-lhe. E acordei com aquela sensação pesada do sonho ser demasiado real.

Acho que na realidade o meu subconsciente tratou em sonhos o que me anda a pesar na alma já há algum tempo.

O meu irmão tem menos 5 anos do que eu. Quando ele nasceu, por coincidência eu deixei a casa da avó e entrei na pré-escola e odiava todos os dias. Obviamente uma criança de 5 anos não acredita em coincidências e isso deixou marcas profundas na nossa relação. Nunca lhe tive grande amor, nunca foi um companheiro, era simplesmente uma pessoa que morava na minha casa. Se me perguntassem se preferia ser filha única, a minha resposta era invariavelmente Sim! Apesar disso, a nossa família sempre foi unida e reuníamos regularmente para jantarzinhos caseiros.

Há cerca de dois anos atrás ele e a nova mulher tiveram uma discussão com os meus pais que se foi desenvolvendo envolta em paz podre ao longo deste tempo e formando uma gigantesca bola de neve. Não vou aqui entrar em detalhes, não vale a pena, mas eu sempre estive ao corrente de tudo o que se passava entre todos.

Se ao início eu era isenta, ouvia aqui, ouvia ali, dava o benefício da dúvida, punha água na fervura, chegou a um ponto em que eu não podia mais passar-lhe a mão pelo pêlo. As atitudes (incendiadas pela mulher, que nem eu me acredito que ele fosse capaz de tamanhos pensamentos, que fará atitudes), o desrespeito e as barbaridades ditas foram demais e eu simplesmente não podia compactuar mais com elas.

Tive de me colocar do lado dos meus pais. Ver a minha mãe a sofrer ao ponto de lhe recomendar terapia e o meu pai a ter de ser forte pelos dois, mas a esconder o seu sofrimento sob uma capa de ódio por ele, deu cabo do restinho de respeito que eu tinha pelo meu irmão. Já que ele disse aos meus pais que eles eram somente avós da filha dele e que já não os considerava pais, então tenho todo o direito de não o considerar meu irmão.

Ele cortou relações completamente com os meus pais e não deixa a filha lá ir. Felizmente, a mãe da menina (sua ex-mulher) é uma pessoa decente e deixa os meus pais conviverem com a menina na semana dela. Mas mesmo assim, parte-se-me o coração quando ouço a minha mãe dizer que está muito feliz por a menina lá ir, mas que se sente a trair o filho e que não consegue ter raiva dele, apesar de ele a ter rebaixado de uma maneira inacreditável. Acredito que ele esteja  a ser constantemente envenenado pela nova mulher e pela toxicidade que ambos têm em relação à ex, que seguiu a vida dela e que só quer a felicidade da filha.

Portanto sim, o que me apetecia mesmo era dar-lhe um abanão, dois safanões no focinho e três berros, abrir-lhe os olhos com os dedos para ele ver o farrapo em que os pais estão por culpa dele. Os pais que sempre fizeram tudo por nós, que têm um amor desmedido pelas netas, esse mesmo amor de que ele tem ciúmes… Ciúmes?! Eu fico tão feliz por os meus pais adorarem a minha filha e este cretino tem ciúmes...

Será muito infeliz eu pensar que por um lado eu estou um pouco satisfeita por neste momento eu ser filha única? Pelo menos sou senhora das minhas ações e sei que nunca na vida desceria ao total desrespeito pelas pessoas que me ajudaram a ser quem sou.

Mas ele que não se esqueça de uma coisa: Karma is a bitch!

Não queria vir aqui lavar roupa suja, mas isto hoje está a pesar-me imenso na alma e saio sempre daqui com a alma mais leve.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

De volta


Depois de mais de 6 meses em teletrabalho, é altura de voltar a tempo inteiro ao escritório (por agora, pelo menos).

Tenho de me sentir grata por ter estado este tempo todo mais resguardada, mas a verdade é que uma pessoa se habitua a este estilo de vida mais slow e sei que me vai custar a voltar a entrar no ritmo e a estar mais tempo fora de casa, sobretudo a mim, que sou uma pessoa extremamente caseira.

A vantagem de estar em casa foi mesmo o facto de poder acompanhar a minha filha numa fase tão importante da vida dela, a conclusão do 12º ano, exames, tudo envolto no manto da pandemia. Foi também conseguir ter tempo para fazer coisas minhas, ver televisão, organizar a casa mais a fundo, não stressar com o jantar, entre outros.

A desvantagem foi mesmo o facto de não ter conseguido criar uma rotina e desleixar-me na alimentação. Seria de pensar que com mais tempo livre a pessoa se dedicasse a fazer uma alimentação mais regrada, não seria? Pois não foi isso que aconteceu. Estando em casa, comia qualquer coisa que estivesse à mão, várias vezes ao dia. Muito diferente da marmita que preparo para o dia inteiro fora de casa, não é?

Portanto, regressar a 100% vai ser uma sensação agridoce:

- Vou deixar de ter o meu tempo para pastelar (tempo demais até)
- Vou voltar a perder 1 hora do meu dia em deslocações (se bem que posso contar com a minha música)
- Vou deixar de poder estar mais tempo com a minha filha (ela não entrou na faculdade por duas décimas, vamos esperar pelos resultados da segunda fase)

Mas

- Vou voltar às minhas rotinas. Consigo ter uma alimentação mais saudável com recurso às minhas marmitas de almoço e lanches e consigo ingerir mais água
- Vou dar mais valor ao menor tempo que vou passar em família
- Vou querer aproveitar a hora de almoço para fazer caminhadas à beira mar, para vir a casa adiantar o jantar ou para fazer compras

Pessoalmente acho uma estupidez voltar neste momento a estar toda a gente na empresa ao mesmo tempo. Numa altura em que a situação não para de piorar, penso mesmo que é uma questão de tempo até estarmos de novo em teletrabalho, mas vou optar por ser otimista e agradecer o facto de ter podido estar em casa este tempo todo até agora. O futuro logo veremos.

domingo, 19 de julho de 2020

É disto mesmo que eu sinto falta


Não sinto falta das restrições, nem do ódio por mim e muito menos das desilusões na balança no final da semana.

Mas sinto falta da sensação segura de ter um objetivo. Do planeamento e do sentimento de dever cumprido. Sinto a falta disso.

Ontem foi um daqueles dias em que me sentia gorda (ainda há dias desses em que isso me afeta) e, num instante de sinceridade crua disparei para a minha filha:

- Que pernas tão gordas eu tenho...
- Se não te sentes bem, faz alguma coisa!
- Gostavas mais de mim se eu fosse mais magra?
- Não! Tu és muito mais do que isso. Aliás gosto mais de ti agora do que quando eras mais magra, és mais feliz agora.

E eu fiquei embevecida a olhar para ela. Eu sei que nem sequer deveria ter feito esta pergunta, até porque já sabia a resposta, mas saiu-me, pronto. E ela continuou:

- O nosso problema é que nós decidimos que vamos fazer coisas, fazemos duas vezes e desistimos. Por exemplo as segundas-feiras vegetarianas, as caminhadas, o levantar cedo ao sábado para caminhar na praia...

E ela tem razão. Desistimos ao fim de poucas vezes e eu culpo-me por isso. Afinal as refeições são por minha conta e acordá-los ao sábado também. É a minha veia sabotadora a funcionar desde sempre.

Desde o início do confinamento, já lá vão 4 meses, deixei de fazer o planeamento das refeições, porque estou maioritariamente em casa e baldo-me mais. Há mais refeições do desenrasca e mais frango no churrasco com batata frita.

As caminhadas também são facilmente sabotáveis com o "hoje não que estou cansada", ou o "hoje não que está calor" ou o "hoje não que está vento" ou mesmo o "vamos amanhã" e assim se vai marcando mais o nosso rabo no sofá e empurrando com a barriga um hábito saudável tanto para o corpo, como para a mente e até para o nosso relacionamento familiar.

E pronto. Mais uma lição que recebi desta pirralha que me conhece melhor do que ninguém neste mundo.

Resultado:

- Vou voltar ao planeamento das refeições semanais incluindo as segundas vegetarianas, as quintas de peixe e as sextas de sopa.

- Vamos voltar às caminhadas ao fim do dias e aos sábados de manhã à beira mar

- E já agora, voltar a beber 1,5l de água por dia fora das refeições em vez de aldrabar à farta.

Quem sabe se estes objetivos são suficientes para me trazer aquele gostinho bom de dever cumprido sem o gosto amargo que uma dieta invariavelmente traz.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Não gosto de me sentir assim


Sinto-me inquieta… Odeio este sentimento de incerteza quanto ao futuro próximo.

Quando em setembro fui operada ao pé, sentia-me exatamente assim. Acima de tudo o que eu mais tinha medo na altura era de ter de ir trabalhar sem ainda me sentir completamente recuperada. Aquela incerteza que sentia sempre que tinha de renovar a baixa, tirava-me sempre umas horas de sono.

Agora tenho exatamente o mesmo sentimento. Estou em teletrabalho até ao dia 17 e espero muito sinceramente que o período seja renovado. Não me sinto segura para conviver com pessoas todos os dias.

Pior, estou a sofrer por antecipação pela ínfima hipótese da minha filha ter de ir para a escola em maio. Estou mortinha por saber quais as regras que vão impor às escolas e espero mesmo que o que tenham em conta seja a segurança suprema dos miúdos.

Ela anda no 12º ano, o pior dos anos para este bicho aparecer!! Além do stress todo com o acesso ao ensino superior, só cá faltava cá mais este stress do finzinho de aulas...

A mim a solução parece-me bem simples: continuam com aulas online e nos exames simplesmente deixam de fora as matérias não lecionadas presencialmente. Caramba, mesmo assim são 3 anos de matéria! Não me parece que venha grande mal ao mundo se não meterem o Memorial do Convento no exame nacional!

Quanto aos exames propriamente ditos, obviamente isso só poderia ser ponderado mais perto da altura, mas ou se adiavam para julho ou agosto ou simplesmente se fariam online! Afinal, toda a nossa vida está estagnada e adiada de momento, não é verdade?

Mesmo indo só os alunos do secundário para a escola, logo, reduzindo a população escolar, não é uma situação que me faça sentir confortável. Deixa-me até muito assustada. São miúdos. Fechados em casa há um mês até agora. Querem convívio, querem abraços e brincadeira. Não me parece que fossem respeitar as regras do distanciamento social. Não está na natureza deles!

É chato estar em casa. É. No meu caso, o trabalho quase que parou. A casa está arrumada. As gavetas organizadas. As prateleiras destralhadas. A roupa passada e arrumada. Os almoços e jantares são feitos com amor e a dedicação que antes não tinha. E os dias vão passando, todos iguais. É um sábado interminável!

É chato, mas é confortável. É seguro. E neste momento é assim que me quero sentir: Segura! Eu e os meus.

Hoje não deveríamos estar aqui. A esta hora deveríamos andar perdidos nas ruas de Paris e amanhã iríamos rumar à Disneyland, terra da magia e de sonhos de criança. Esta ameaça invisível adiou-nos um sonho de duas décadas e sinto-me triste por até isso nos ter roubado. Adiei para setembro, este que é o presente de maioridade da minha fofinha, mas já tenho sérias dúvidas que aconteça nessa altura… Esperança...

segunda-feira, 30 de março de 2020

Cá por casa


Estamos há duas semanas em casa e só saí duas vezes para ir ao supermercado, numa corridinha para permanecer afastada das pessoas. Nas três voltinhas que demos pelo quarteirão para respirar um pouco de ar vimos uma ou duas pessoas e zero carros a circular. O pessoal aqui está empenhado, ou não fosse a Maia um dos concelhos com maior número de infetados.

Nestas duas primeiras semanas, a televisão manteve-se nas notícias numa espécie de masoquismo da minha parte. Queria absorver tudo talvez para perceber melhor o desafio que todos temos pela frente. Isso vai mudar. Preciso de respirar...

Apesar de estar a trabalhar de casa, o trabalho ocupa-me muito menos do que as oito horas diárias de momento. Além de haver algumas coisas que só consigo fazer mesmo quando vou ao escritório na minha vez semanal, isto quase que parou, portanto tenho tempo de sobra para me dedicar à casa.

Do monte de coisas que tenho para organizar e destralhar, nestas duas primeiras semanas consegui fazer zero. Com a perspetiva de mais três semanas em teletrabalho, vou mesmo dedicar-me a dar um jeito àquelas coisas que têm tempo, que não são prioritárias.

E vou dedica-me ao self-care. Foram duas semanas com a cabeça cheia de informações tão novas que era necessário organizar, mas estou a sentir-me um pouco assoberbada com tanta notícia, com tanta tristeza e tanta dor.

Três semanas são o tempo ideal para olhar para dentro, ouvir o meu corpo e dar-lhe carinho e amor. Quem sabe implementar novos hábitos e pelo menos aproveitar este modo slow-living que esta desgraça nos proporcionou.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Eu, ela e ele


Neste fim de semana decidimos em família que iriamos melhorar o nosso estilo de vida. Não que tenhamos uma vida muito desregrada, mas há alguns pontos onde podemos melhorar.

Isso inclui melhorar a nossa alimentação, torná-la mais intuitiva e nutritiva, reduzir às guloseimas que muitas vezes são uma muleta para lidar com o stress (eu) acompanhar as refeições maioritariamente com água (ele) e mexermo-nos com mais assiduidade e com prazer em vez da sempre presente obrigação (todos).

Plano feito e aceite de bom grado por todos, decidimos que as caminhadas seriam aos fins de semana e à 4ª à noite. Muito bem!

A 4ª aproximava-se e a minha cabeça já tinha arranjado meia dúzia de desculpas:
- Tenho de acabar o jantar
- Vamos jantar muito tarde
- Está frio
- Agora já é tarde
- O sofá é tão mais confortável
- Não gosto desta zona para caminhar
- Se pegarmos no carro para ir para outro lado, apanhamos trânsito e fica ainda mais tarde.

Ela também tinha algumas desculpas preparadas:
- Se estiver vento não vou
- Ainda tenho de tomar banho

Ele chegou cheio de vontade e não cedeu às nossas desculpas...

Afinal o jantar estava adiantado.
Fomos antes do jantar caminhar pela nossa zona porque na realidade já não era assim tão cedo. Para a próxima procuramos outra zona.
O frio que estava foi-se dissipando com o calor da caminhada.
Quando chegamos ela tomou banho enquanto eu acabava o jantar.
Jantamos e o sofá continuava lá bem mais confortável do que dantes.
Jantamos mais tarde sim, mas ainda pudemos disfrutar do serão e com o sentimento de dever cumprido.

Se eu estivesse por minha conta, tinha desistido. Sim eu sou a rainha das desculpas. Assim a três torna-se mais fácil. Uns puxam os outros. Espero que seja para continuar!


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cá estamos...


Continuo de baixa. Sinceramente já podia estar a trabalhar, mas caramba penei tanto com dores antes da operação que agora vou aproveitar até à ultima gota!

Já não ando de muletas, já não ando a mancar, coloco o pé no chão completamente, mas se andar um pouco mais, sinto o pé maçado. O fisioterapeuta diz que é normal e que o regresso tem de ser feito progressivamente.

Hoje fui finalmente a uma consulta de ginecologia. Eu faço os exames regularmente no centro de saúde, mas já há uns 10 anos que não ia a um ginecologista e achava que quando lá fosse além de raspanete viria com más notícias. Mas nunca é tarde, não é verdade? E depois de um exame completo em que estava tudo direitinho, saí de lá com um peso saído das costas e com a sensação de estar a fazer algo para o bem estar do meu corpo. Isto é amor por mim.

De resto, tem me sabido pela vidinha estas tardes chuvosas em casa debaixo da mantinha e com as velinhas acessas, a papar episódios de "Era uma vez". Como é que eu uma aficionada por tudo o que diga respeito a Disney e contos de fadas esperei tanto para ver esta série com histórias tão emaranhadas umas nas outras de uma forma tão brilhante? Obrigada Netflix, do fundo do coração...

Ainda não me enchi de estar em casa. Gosto do slow living, gosto de ir buscar a minha filha à escola, de lhe preparar o almoço e o lanche, de a ajudar nos trabalhos de casa e nos resumos de história. Gosto deste silêncio, de sair só para ir buscar o pão ou ir ver o mar a meio da tarde na companhia dela.

Entre férias e baixa vão ser 3 meses afastada da loucura que é o meu local de trabalho e não podia estar a saber-me melhor. Este slow living chegou exatamente na altura certa para eu me encontrar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Da slow living


Estou de baixa há quase um mês depois de três semaninhas de férias em família.

No início da baixa ainda tive a companhia da filhota que foi uma grandessíssima ajuda nos primeiros dias de recuperação. Depois ela voltou para a escola e fiquei com as manhãs todinhas para mim.

A minha vida tem-se dividido entre séries - estou completamente viciada na Era Uma Vez - fazer um almoço rápido para as duas e pastelar com ela no sofá durante a tarde, dar um jeito à casa e fazer um belo jamtar.

Esta semana larguei uma das muletas e já tenho permissão de conduzir. Aliás tenho permissão para fazer a vida totalmente normal, mas ando um bocadinho mais à vontade e fico com dores debaixo do pé. Tenho feito tudo direitinho e não é agora que vou abandalhar e forçar-me mais.

Na próxima semana vou a junta médica e espero que não impliquem comigo. Ainda não me sinto fisicamente bem o suficiente para fazer a vida toda normal fora de casa. Estou mortinha por voltar a ter a capacidade completa de fazer caminhadas, andar de bicicleta e passear à vontade, mas ainda não consigo e não o quero forçar.

Nesta slow living tenho seguido o intuitive eating a 100% e noto que como muito menos quantidade. Como o que me apetece e quando me apetece. Isto tanto pode significar uma peça de fruta como um bolo, é o que me apetece sem culpas. O que noto mesmo é que faço muito menos refeições e menos quantidade. Se me apetece só uma sopa ao almoço é isso que como e o chocolatinho que era quase item obrigatório deixou naturalmente de o ser.

Cortar amarras com as regras do mundo das dietas é libertador. E para isso estou convencida que o fator stress-free contribuiu em muito. Estou muito relaxada e nem me lembro de comer. Antes era capaz de estar constantemente a pensar em comida, no que podia, no que não devia, no que fazer para o almoço, para o lanche, para o jantar... Isso acabou e é mesmo libertador.

Espero conseguir manter este ritmo quando voltar ao trabalho. Agora vejo o buraco onde o stress me enfiou e estou a adorar sair a pouco e pouco dele.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Das férias


Chegámos ao nosso poiso no sábado. Já é o 6º ano que vimos para aqui e é sempre excelente.

Este ano com a condicionante de eu andar meia manca e não poder andar muito. Em repouso estou ótima, mas ando um bocado e as dores aparecem logo. Já falta pouco para resolver isto.

O tempo também não ajuda muito a caminhadas. O vento de manhã é tolerável, mas de tarde é insuportável e nem à noite dá tréguas. A temperatura está agradável, mas o vento é irritante e a água do mar está mais fria do que em Matosinhos, muito sinceramente...

Vale o tempo que passamos juntos, sem stress, a viver mais lentamente no meio de jogos, puzzles, filmes e abraços da princesa que mesmo quase com 17 anos gosta de passar os dias connosco e faz questão de nos envolver em abraços regados com "eu gosto muito de vocês" ou "estou farta de te ver sofrer, dá-me essa dor a mim"...

Enche-me a alma... Alguma coisa fizemos bem... muito bem...

sábado, 22 de junho de 2019

Olá


Ultimamente não me tem apetecido escrever... O que se tem passado por aqui:

* Tinha uma dor chata no pé direito que piorava com caminhadas. Ecografia feita e diagnóstico: Fascite plantar e esporão calcâneo. Não é nada de grave, mas é chatinho e fez-me parar com as caminhadas. Estou à espera do relatório da ecografia para ir à consulta e ver qual o tratamento.

* A princesa passou para o 12º ano e oferecemos-lhe uma bicicleta. Ela já teve algumas enquanto cresceu, todas herdadas de familiares. Agora quando queria, andava com a minha já com mais de 20 anos. Compramos-lhe a primeira bicicleta novinha em folha para ela e há dias fomos comprar novas para nós também. Esperamos habituarmo-nos a dar bons passeios em família, divertirmo-nos e exercitarmo-nos com prazer.

* Estes belos feriados e fins de semana prolongados têm sido passados em casa com a princesa a estudar para os exames. Já fez um na semana passada, vai fazer o outro na próxima semana. O S. João vai ser em casa, o meu pé não me deixa ir muito longe.

* Os fins de tarde na praia a ver o por do sol têm sido recorrentes. Quando o vento permite, damos uma pequena caminhada, mas na maioria das vezes é mesmo no conforto do carro a ouvir música e a cantar. Pequenos prazeres.

* Fui à consulta de medicina de trabalho e mostrei-lhe as minhas análises. Ela disse que estavam absolutamente perfeitas. Depois perguntou sobre o peso e eu disse que aumentei uns 10kg nos últimos dois anos porque tinha deixado as dietas de lado porque estava a ficar muito obcecada. Para meu espanto, ela concordou com a minha decisão e disse que a saúde mental deveria vir primeiro. Obviamente, estando a cabecinha devidamente tratada, numa mindset mais saudável, é minha pretensão voltar a perder peso, mas sempre tendo em conta o meu bem-estar físico e mental, sempre sem a obsessão da balança.

* Vai entrar o mês que mais odeio no ano. Já toda a gente vai de férias (menos eu que só vou em agosto), o volume de trabalho ainda está a todo o vapor com a desvantagem que tenho de fazer o meu e o dos outros. Julho é um mês gigantesco com zero feriados (e vimos mal habituados de um recheado junho) e por isso mesmo e para a miúda relaxar dos estudos, metemos 2 dias de férias e vamos passá-los à Nazaré. Vai ser bom.

E pronto... tem sido assim...

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Mas o que é isto?!?!


Um dia calor de verão e noutro frio de inverno?!

Já uma pessoa tirou os lençóis polares da cama e agora tem de andar a pôr mantinhas por cima?!

Começou uma pessoa a mentalizar-se finalmente em largar uma pequena fortuna num biquini daqueles mesmo bons e que deixam as meninas no sítio certo da Dama de Copas, para agora vir este frio polar?! Eu não vou experimentar biquinis com a termotebe vestida!!

Mas agora que os dias são maiores e que uma pessoa ia começar a fazer caminhadas em família depois do jantar, vem esta chuveirada do nada?!

Não é justo... Vou amuar ali no cantinho do sofá com uma chávena de chá, uma mantinha e 2 episódios do House Rules...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Ele e Ela


Ele apoia-me incondicionalmente. Sempre. Ele sempre esteve lá para mim, nos bons e nos maus momentos  compreendendo ou não os meus caprichos, sem nunca os questionar, somente aceitando e chamando-me à terra quando eu ultrapassei o limite do razoável (felizmente  porque eu estava cega).

Ele deu-me o que mais veio dar sentido à minha vida: Ela.

Já não sei viver sem ela nem me lembro como era a vida antes dela. Eu nasci para ser mãe, mas mãe dela. Completamo-nos como nunca na vida pensei ser possível. Ela é o sol do meu mundo, por mais cliché que isto seja.

Eu, ele e ela, fazemos a família perfeita, muito além do que eu alguma vez poderia sonhar ❤️