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sábado, 17 de abril de 2021

Da primeira semana

 


Olha, senti-me bem! Muito bem, mesmo. 

Aumentei ligeiramente o consumo de legumes, tornei os lanches mais saudáveis, troquei o chocolatinho do almoço por um rebuçado de café sem açúcar (eu não tomo café) e mantive o quadradinho de chocolate depois do jantar. 

Fizemos algumas caminhadas em família com puro prazer em vez de obrigação e voltei a ocupar a cabeça com projetos de trabalhos manuais. 

Continuei a respirar fundo mais vezes, a fazer mais pausas mais vezes e a não me deixar interromper mais vezes. 

É um trabalho holístico, melhorar o corpo e a mente como um todo em vez de só o corpo com o sacrifício da saúde mental como aconteceu no passado. 

O número da balança baixou, mas melhor do que isso, sinto-me em paz comigo e com as minhas escolhas. Isso sim, é sucesso ❤️


segunda-feira, 22 de março de 2021

Dos hábitos do passado

Hoje eu consigo olhar-me no espelho e não me focar somente nos pontos negativos.

Hoje eu consigo não precisar de validação externa para gostar de mim.

Hoje eu consigo fazer todo o tipo de refeições sem achar que estou a cometer um enorme pecado.

Foi preciso muito tempo, muito investimento próprio, muita desaprendizagem para chegar onde estou hoje.

O meu copo de auto-estima está cheio e hoje eu posso dizer que aprendi a gostar verdadeiramente de mim como um todo.

Mas...

Confesso que de vez em quando as ideias antigas ainda me visitam.

Confesso que às vezes morro de medo do futuro, dos problemas que o meu peso me possa trazer e muitas vezes penso que seria mais fácil e confortável voltar ao infinito ciclo das dietas que eu tão bem conheço (atenção: não é).

Confesso que às vezes fico triste pelo quanto o meu corpo mudou e pelo facto de poucas coisas que tinha me continuar a servir. Tento não ceder à tentação de guardar peças mais pequenas com o intuito de um dia voltar a caber nelas, não faz bem a ninguém isso. 

Confesso que continuo a fazer zero exercício, apesar de saber perfeitamente o bem que faz ao corpo e ainda mais à mente. Sei que continua a ser auto-sabotagem, mas não consigo ter vontade de me mexer seja de que maneira for.

Desaprender todos os hábitos apregoados pela indústria das dietas como "saudáveis" quando tudo o que faziam era deitar-me abaixo e empurrar ainda mais para o fundo a minha auto-estima é um trabalho árduo. Remar contra a maré dessa indústria que movimenta milhões é um trabalho a tempo inteiro. E às vezes apetece-me atirar a toalha ao chão e voltar a "encarneirar" nas dietas. Era mais fácil, de facto.

Mas depois penso em tudo o que passei, o quanto me custou a chegar aqui, ao ponto alto deste amor por mim e sei que não vale a pena voltar a odiar-me para modificar o meu corpo.

É seguir em frente, uns dias melhor e outros dias pior e tentar todos os dias fazer o melhor para mim.

É difícil, mas tenho de continuar comigo no topo das prioridades. 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Hoje foi o dia!


 
Despi-me de roupa, preconceitos e mimimi e tirei do roupeiro e das gavetas o que já não me serve. 

E foi muita roupa.

O meu corpo mudou muito ultimamente. Se antes o aumento de peso se refletia praticamente só nas coxas e ancas, agora passou ao tronco e braços. Um pouco por todo o lado na realidade. E as blusas e os casacos foram os que mais se ressentiram. Confesso que o casaco de couro e o de ganga me custaram imenso...

Mas eu não quero guardar coisas porque "ai, um dia, vou caber nesta peça outra vez!". Chega disso!! Eu quero sentir-me bonita e confortável todos os dias, não só daqui a x meses (ou anos) quando o raio do casaco me voltar a servir. Been there, done that! E não funciona!

Ao mesmo tempo encomendei umas coisinhas na Natura, porque nem só de destralhe se faz a vida. Uma pessoa também tem de se mimar, pois então.

Confesso que é um processo que custa e que nem sempre estamos com o espírito certo para fazermos este exercício. Mas é necessário e no final sente-se uma certa leveza, sem dúvida.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Never have I ever


 
Nunca na vida tinha tido coragem de andar com unhas pintadas de cor forte. Só ao fim de 44 anos é que senti que as minhas micro-unhas também tinham direito a ser mimadas apesar de não serem aquelas unhas longas e elegantes que fazem uma mão bonita e me rendi à manicure profissional. São pequeninas, mas são as minhas. A partir do momento em que as aceitei precisamente como elas são e me convenci que também elas podem ser belas, passei a cuidar muito melhor delas. 

Este é provavelmente a maior simbologia da minha auto-aceitação. Afinal, ser fora do padrão pode ser o meu maior atributo e não o meu pior defeito.

Nunca na vida tinha tido coragem de usar a minha camisola básica e justa sem algo a tapá-la. Nunca me tinha atrevido a mostrar os pneuzinhos que esta camisola, que me acompanha seguramente há uns 20 anos, não consegue esconder. Hoje foi o dia, porque realmente eu sinto-me bem com ela (pneuzinhos incluídos) e muito sinceramente a opinião dos outros deixou de me interessar. A isto chama-se confiança.

Nunca na vida usei uma saia no emprego. Aliás, tirando os vestidinhos de verão, nem sequer tenho uma única saia. Ainda não foi hoje, mas estas calças largas mega confortáveis são um passo de gigante nessa direção. Também nunca na vida me tinha atrevido a chamar a atenção para a parte inferior do meu corpo com as cores mais vivas. Normalmente uso calças de ganga ou pretas e avivo o visual com camisolas de padrões. Inverter esta tendência é uma novidade para mim. Aliás, tentar adivinhar o que os outros pensam ao olhar para mim, se é que pensam alguma coisa de todo, deixou de estar na minha lista de preocupações.

Abraçar-me a mim própria como um todo tem sido uma lufada de ar fresco na minha vida, porque o meu corpo é provavelmente a coisa menos interessante em mim.

domingo, 18 de outubro de 2020

Tem dias


Há dias em que sinto que não estou empenhada a 100% nisto do body positivity.

Há dias em que penso que seria tão mais confortável embarcar em mais uma dieta. É difícil ver o meu corpo a mudar, a voltar à estaca zero. 

Há dias em que sinto falta da sensação de falso controlo que a dieta me transmite. Sinto falta do objetivo, daquela adrenalina quando um dia corre na perfeição.

Nunca sentirei falta da sensação de fracasso quando a dieta empanca ou quando invariavelmente deixa de funcionar. E muito menos falta sentirei da sensação de falhanço ao olhar pela quinta vez para o número da balança sempre despida de qualquer acessório que acrescente 10 gramas sequer.

Há dias em que me sinto poderosa, levanto a cabeça bem alto e caminho com segurança no andar e de sorriso no rosto. 

E depois há dias em que me questiono se terei tomado a decisão certa e sinto-me só desleixada. 

Porque eu sinto que ainda não soltei as amarras completamente. Adoro a liberdade que o self-love, a self-acceptance e o body positivity me dão, mas lá no fundo eu ainda quero ter um corpo mais pequeno. Não para me encaixar mais em algum padrão, mas porque as pernas começam a queixar-se e eu lá no fundo tenho medo que os quilinhos a mais acabem mesmo por ser prejudiciais à minha saúde no futuro.

Eu não quero embarcar em dietas e obsessões de números, mas quero retirar alguma gordura do meu corpo. As pernas e os pés começam a ressentir-se e penso que isso seja ele a chamar-me à razão.

Gostava que ele encolhesse um pouco, não posso mentir, mas sem ponta de obsessão, sem ponta de sacrifício, só a ouvi-lo, a nutri-lo, a move-lo como ele merece.

Não quero voltar à never-ending story das dietas de A a Z, mas também não quero continuar a crescer mais e mais. É um equilíbrio muito fino e que vou ter de encontrar para bem da minha saúde física e mental. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Eu mereço!!!



Há coisas que nunca fiz ou que deixei de fazer por não estar confiante comigo própria - mesmo quando tinha 30kg a menos, porque isto pouco tem a ver com o corpo -  por vergonha, por falta de confiança, por receio do que os outros poderiam pensar... 

Chega de esperar por ter um corpo assim ou assado ou chegar a determinado número (na balança ou nas calças) para me achar merecedora de alguns mimos. 

Setembro para mim é sempre um virar de página. É um caderno a cheirar a novo com folhas limpinhas, só cheias de esperança de criar um Eu melhor que merece que eu ouça o meu corpo, que cuide dele, que o nutra devidamente, o hidrate, o mexa e o mime. 

Porque foram anos demais convencida de que para ter motivação para o mudar, eu tinha de o odiar. Foi a maior mentira em que acreditei. E por isso corpo, eu te peço desculpa. A ti que estiveste sempre aqui quando eu mais te odiei, tu nunca me abandonaste. Nunca mais te voltarei a odiar... 

Setembro é sempre sinónimo de recomeço e neste recomeço vou sair da minha zona de conforto e mimar-me com coisas novas que não faço por vergonha ou por considerar que não consigo ou mereço.

Eu mereço agora e sempre!

💭 Usar um vestido

💭 Correr 1km seguido

💭 Fazer uma massagem

💭 Fazer manicure e pedicure regularmente

💭 Usar umas botas compridas

💭 Fazer uma aula de grupo (ioga ou zumba, por exemplo)

💭 Aprender a maquilhar-me

💭 Renovar o guarda roupa

É também minha intenção, agora mais do que nunca, ouvir o meu corpo, respeitá-lo, amá-lo e trata-lo incondicionalmente. É minha intenção fazer também isto:

💭 Fazer 100 horas de caminhadas - acompanhada pela minha música e em sítios agradáveis para mente

💭 Andar sempre com a garrafa de água na mochila - e bebê-la mesmo, eu sou pro em auto-sabotar-me com a hidratação e como isso faz bem a todo o corpo

💭 Privilegiar frutas e vegetais na alimentação - quero começar a comprá-los na feira ou no pequeno comércio e a fazer a sua preparação no fim da semana. Se já estiver tudo lavadinho e arranjadinho, devidamente acondicionado, haverá a tendência de os consumir mais

💭 Arranjar 30 minutos ao final do dia para desacelerar - são 30 minutos que quero roubar à tv ou às redes sociais e passa-los a tratar da minha pele, da inspiração do dia e aventurar-me no mundo da meditação 

Esta singela lista tem como objetivo acima de tudo fazer-me focar no meu bem estar holístico, manter-me na minha bolha e desacelerar o ritmo da vida. A lista vai ficar ali guardada num separador à parte e atualizada sempre que necessário, seja para riscar algum dos objetivos que tenha sido atingido, seja para adicionar mais algum que eu me atreva a acrescentar