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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Da libertação do peso dos números


Há poucas semanas descobri a maravilha das leggings como roupa de andar por casa. 

Foi coisa que nunca me tinha chamado a atenção, por um lado por não achar que favoreça as minhas pernas, por outro porque vejo muita gente na rua com leggings pouco opacas e detesto isso. No entanto, descobri na Decathlon umas bastante opacas e confortáveis.

Ora faltava-me umas túnicas para me sentir mais confortável. Hoje fui à Kiabi e comprei duas túnicas tamanho XXL. Sim o XL servia-me, mas não dava o aspeto largo ao look que eu procurava, então subi o número sem fazer disso um bicho de sete cabeças. 

E se isto parece realmente algo sem importância nenhuma para o comum dos mortais, para mim é mais um passo de gigante na aceitação e no facto de descolar todo e qualquer valor do número da etiqueta. No passado nunca me teria atrevido a subir um número. Provavelmente iria preferir mudar por completo o estilo que procurava. Hoje sinceramente não quero saber da etiqueta, quero é sentir-me bem comigo. 

E estes outfits vão ser bastante usados nos próximos tempos, pois como era mais do que previsível, voltamos ao teletrabalho e ao slow living... 


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cá estamos...


Continuo de baixa. Sinceramente já podia estar a trabalhar, mas caramba penei tanto com dores antes da operação que agora vou aproveitar até à ultima gota!

Já não ando de muletas, já não ando a mancar, coloco o pé no chão completamente, mas se andar um pouco mais, sinto o pé maçado. O fisioterapeuta diz que é normal e que o regresso tem de ser feito progressivamente.

Hoje fui finalmente a uma consulta de ginecologia. Eu faço os exames regularmente no centro de saúde, mas já há uns 10 anos que não ia a um ginecologista e achava que quando lá fosse além de raspanete viria com más notícias. Mas nunca é tarde, não é verdade? E depois de um exame completo em que estava tudo direitinho, saí de lá com um peso saído das costas e com a sensação de estar a fazer algo para o bem estar do meu corpo. Isto é amor por mim.

De resto, tem me sabido pela vidinha estas tardes chuvosas em casa debaixo da mantinha e com as velinhas acessas, a papar episódios de "Era uma vez". Como é que eu uma aficionada por tudo o que diga respeito a Disney e contos de fadas esperei tanto para ver esta série com histórias tão emaranhadas umas nas outras de uma forma tão brilhante? Obrigada Netflix, do fundo do coração...

Ainda não me enchi de estar em casa. Gosto do slow living, gosto de ir buscar a minha filha à escola, de lhe preparar o almoço e o lanche, de a ajudar nos trabalhos de casa e nos resumos de história. Gosto deste silêncio, de sair só para ir buscar o pão ou ir ver o mar a meio da tarde na companhia dela.

Entre férias e baixa vão ser 3 meses afastada da loucura que é o meu local de trabalho e não podia estar a saber-me melhor. Este slow living chegou exatamente na altura certa para eu me encontrar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Da slow living


Estou de baixa há quase um mês depois de três semaninhas de férias em família.

No início da baixa ainda tive a companhia da filhota que foi uma grandessíssima ajuda nos primeiros dias de recuperação. Depois ela voltou para a escola e fiquei com as manhãs todinhas para mim.

A minha vida tem-se dividido entre séries - estou completamente viciada na Era Uma Vez - fazer um almoço rápido para as duas e pastelar com ela no sofá durante a tarde, dar um jeito à casa e fazer um belo jamtar.

Esta semana larguei uma das muletas e já tenho permissão de conduzir. Aliás tenho permissão para fazer a vida totalmente normal, mas ando um bocadinho mais à vontade e fico com dores debaixo do pé. Tenho feito tudo direitinho e não é agora que vou abandalhar e forçar-me mais.

Na próxima semana vou a junta médica e espero que não impliquem comigo. Ainda não me sinto fisicamente bem o suficiente para fazer a vida toda normal fora de casa. Estou mortinha por voltar a ter a capacidade completa de fazer caminhadas, andar de bicicleta e passear à vontade, mas ainda não consigo e não o quero forçar.

Nesta slow living tenho seguido o intuitive eating a 100% e noto que como muito menos quantidade. Como o que me apetece e quando me apetece. Isto tanto pode significar uma peça de fruta como um bolo, é o que me apetece sem culpas. O que noto mesmo é que faço muito menos refeições e menos quantidade. Se me apetece só uma sopa ao almoço é isso que como e o chocolatinho que era quase item obrigatório deixou naturalmente de o ser.

Cortar amarras com as regras do mundo das dietas é libertador. E para isso estou convencida que o fator stress-free contribuiu em muito. Estou muito relaxada e nem me lembro de comer. Antes era capaz de estar constantemente a pensar em comida, no que podia, no que não devia, no que fazer para o almoço, para o lanche, para o jantar... Isso acabou e é mesmo libertador.

Espero conseguir manter este ritmo quando voltar ao trabalho. Agora vejo o buraco onde o stress me enfiou e estou a adorar sair a pouco e pouco dele.