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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Da nova mindset


Sinto que finalmente a minha mente está a trabalhar em conjunto com o meu corpo e não a lutarem entre si. E sabe tão bem!

Ontem à noite o jantar foi uma bela tábua de petiscos que incluía queijo, salame, ovos de codorniz cozidos, tomate cereja, rolinhos de fiambre, salsicha, morangos, tangerina, pão e umas pinças do mar (o único frito). Soube-nos a todos pela vida. Antigamente este tipo de tábuas incluía maioritariamente fritos e enchidos e nunca estas coisinhas mais leves. Uma bela troca para repetir garantidamente.

Hoje, depois de uma consulta médica, fomos almoçar ao shopping que a filhota já babava por uma sandes da Pans. Pedi a minha preferida, cola zero e troquei as batatas por uma salada, porque simplesmente não me apetecia meter batatas gordurentas e pouco satisfatórias no meu corpo. Foi uma estreia, nunca tinha feito isto e sinceramente adorei. Não me custou nadinha e principalmente não tive aquela discussão silenciosa na minha cabeça entre o é só hoje... e o não, não podes! Simplesmente não me apeteceu e foi absolutamente libertador.

Desta vez, sinto que estou num mindset bem diferente e finalmente mente e corpo a rumar na mesma direção em vez de um contra o outro. Espero que continue assim

domingo, 18 de outubro de 2020

Tem dias


Há dias em que sinto que não estou empenhada a 100% nisto do body positivity.

Há dias em que penso que seria tão mais confortável embarcar em mais uma dieta. É difícil ver o meu corpo a mudar, a voltar à estaca zero. 

Há dias em que sinto falta da sensação de falso controlo que a dieta me transmite. Sinto falta do objetivo, daquela adrenalina quando um dia corre na perfeição.

Nunca sentirei falta da sensação de fracasso quando a dieta empanca ou quando invariavelmente deixa de funcionar. E muito menos falta sentirei da sensação de falhanço ao olhar pela quinta vez para o número da balança sempre despida de qualquer acessório que acrescente 10 gramas sequer.

Há dias em que me sinto poderosa, levanto a cabeça bem alto e caminho com segurança no andar e de sorriso no rosto. 

E depois há dias em que me questiono se terei tomado a decisão certa e sinto-me só desleixada. 

Porque eu sinto que ainda não soltei as amarras completamente. Adoro a liberdade que o self-love, a self-acceptance e o body positivity me dão, mas lá no fundo eu ainda quero ter um corpo mais pequeno. Não para me encaixar mais em algum padrão, mas porque as pernas começam a queixar-se e eu lá no fundo tenho medo que os quilinhos a mais acabem mesmo por ser prejudiciais à minha saúde no futuro.

Eu não quero embarcar em dietas e obsessões de números, mas quero retirar alguma gordura do meu corpo. As pernas e os pés começam a ressentir-se e penso que isso seja ele a chamar-me à razão.

Gostava que ele encolhesse um pouco, não posso mentir, mas sem ponta de obsessão, sem ponta de sacrifício, só a ouvi-lo, a nutri-lo, a move-lo como ele merece.

Não quero voltar à never-ending story das dietas de A a Z, mas também não quero continuar a crescer mais e mais. É um equilíbrio muito fino e que vou ter de encontrar para bem da minha saúde física e mental. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Da slow living


Estou de baixa há quase um mês depois de três semaninhas de férias em família.

No início da baixa ainda tive a companhia da filhota que foi uma grandessíssima ajuda nos primeiros dias de recuperação. Depois ela voltou para a escola e fiquei com as manhãs todinhas para mim.

A minha vida tem-se dividido entre séries - estou completamente viciada na Era Uma Vez - fazer um almoço rápido para as duas e pastelar com ela no sofá durante a tarde, dar um jeito à casa e fazer um belo jamtar.

Esta semana larguei uma das muletas e já tenho permissão de conduzir. Aliás tenho permissão para fazer a vida totalmente normal, mas ando um bocadinho mais à vontade e fico com dores debaixo do pé. Tenho feito tudo direitinho e não é agora que vou abandalhar e forçar-me mais.

Na próxima semana vou a junta médica e espero que não impliquem comigo. Ainda não me sinto fisicamente bem o suficiente para fazer a vida toda normal fora de casa. Estou mortinha por voltar a ter a capacidade completa de fazer caminhadas, andar de bicicleta e passear à vontade, mas ainda não consigo e não o quero forçar.

Nesta slow living tenho seguido o intuitive eating a 100% e noto que como muito menos quantidade. Como o que me apetece e quando me apetece. Isto tanto pode significar uma peça de fruta como um bolo, é o que me apetece sem culpas. O que noto mesmo é que faço muito menos refeições e menos quantidade. Se me apetece só uma sopa ao almoço é isso que como e o chocolatinho que era quase item obrigatório deixou naturalmente de o ser.

Cortar amarras com as regras do mundo das dietas é libertador. E para isso estou convencida que o fator stress-free contribuiu em muito. Estou muito relaxada e nem me lembro de comer. Antes era capaz de estar constantemente a pensar em comida, no que podia, no que não devia, no que fazer para o almoço, para o lanche, para o jantar... Isso acabou e é mesmo libertador.

Espero conseguir manter este ritmo quando voltar ao trabalho. Agora vejo o buraco onde o stress me enfiou e estou a adorar sair a pouco e pouco dele.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Hoje jantei pizza


Porque nos estava a apetecer. Mas almocei brócolos e douradinhos no forno e deliciei-me com uma laranja para a sobremesa. Nunca pensei que uma peça de fruta me fosse saber assim tão bem!...

Se antes eu morria por uma sobremesa - era literalmente a única razão por que eu gostava de comer fora - agora não há um único doce que eu diga: Aaahhh, apetece-me meeesmo isto... Não há! Tudo me parece normal porque agora nada é proibido. Agora que eu me dou permissão para comer, não me apetece!

Até o chocolatinho obrigatório de final de refeição estou a passar. Em mim, isto é completamente inédito!!

Sinceramente, sinto que como menos, bastante menos e aquela goludice desenfreada do início já passou.

Olha eu com desejos de fruta e iogurtes... Mas alguma vez isto me passou pela cabeça?!...

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Um ano de liberdade


Um ano de aprendizagem.
Um ano de revolução total das regras de anos.
Um ano do maior amor do mundo: o amor próprio.
Um ano a tratar-me com gentileza.
Um ano a olhar para mim primeiro sem sentimento de culpa algum.
Um ano a sentir que mereço ocupar o meu espaço no mundo.
Um ano a não odiar o meu corpo.
Um ano a olhar-me ao espelho e a focar-me nas coisas boas do meu corpo.
Um ano a agradecer ao meu corpo aquilo que ele é e o que me permite fazer.
Um ano a movimentar o meu corpo por o amar e não a castigá-lo por o odiar.
Um ano a andar de passo confiante e cabeça erguida (literalmente).
Um ano a estar a borrifar-me para o que os outros pensam do meu corpo.
Um ano a desfazer todas as ideias impostas pela mentalidade-dieta.
Um ano de foco no momento, na brincadeira e nas gargalhadas em vez de foco na comida.
Um ano a deixar de me atribuir as culpas de tudo.
Um ano de leveza de espírito.
Um ano a deixar de procurar validação dos outros e confiar só na minha própria.
Um ano a sentir que eu mereço tudo de bom no mundo.
Um ano de body positivity.
Um ano de alimentação intuitiva (em progresso).
Um ano de uma paz profunda.

Muito obrigada a estas meninas por serem fontes diárias de inspiração
Allie - Rini - Jillian - Megan - Jess
Foi uma bênção terem aparecido na minha vida

quarta-feira, 6 de março de 2019

Da gula


Ontem fiz um bolinho de chocolate pequenino. E comi só uma fatia.

Uma!
Eu... Quem diria!...
Quem diria que um dia eu conseguia fazer um bolo sem ficar completamente obcecada por ele e sem tirar uma lasquinha de cada vez que passasse na cozinha.
Sem pensar 'deixa-me comer todas as fatias que conseguir hoje, porque amanhã volto à dieta e já não posso!' 
Quem diria que este sentimento de despreocupação em relação à comida podia ser tão libertador.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

9 meses depois


Nove meses depois de embarcar na aventura do body positivity e da alimentação intuitiva, tenho notado algumas diferenças da maneira como olho para a comida e como a sinto. Acho que finalmente o meu corpo está a abrandar ao pedir-me as comidas que eu antigamente restringia. Já não me apetece doces nem comidas mais calóricas a toda a hora. Por acaso, ele até me tem pedido umas coisas interessantes que dantes nunca me teria passado pela cabeça sequer experimentar e muito menos gostar e apetecer-me. 


Sushi
Ora bem, fui com a mente muito aberta, mas nas primeiras vezes não me conquistou. Ultimamente temos comido todas as semanas e eu, que até dispenso o arroz nas refeições normais, fico satisfeitinha da vida quando vamos buscar um menú de sushi. Pela mentalidade de dieta, não seria algo para comer regularmente pela quantidade de hidratos de carbono... 
 

Chá 
Se há uns meses atrás eu era incapaz de beber chá sem açúcar, hoje em dia bebo várias chávenas ao dia sem problema. É mesmo uma questão de hábito e se antes aproveitava qualquer desculpa para consumir algo doce, agora não é o caso. 
 

Chocolate
Sempre foi e sempre será a minha grande perdição. Se estou desconsolada, só o chocolate consegue amansar a gula. Se antes era qualquer chocolate (bom, fraco, doce, azedo, em tablete, em bombom, em pó, de culinária), hoje sou mais seletiva e prefiro um bom chocolate preto. E não precisa ser uma grande quantidade, basta um ou dois quadradinhos. Estou mais seletiva e não encharco o meu corpo com porcaria. Este do Jumbo é simplesmente maravilhoso, seja na versão amêndoas ou avelãs.
 
 
Shopping
Antigamente ir jantar ao shopping era sinónimo de jantar McDonalds ou Pizza Hut. Afinal se era para sair da linha, que fosse em grande com comidas altamente calóricas e decadentes. Hoje dou por mim a ir à Pans e pedir meia sandes de salmão e guacamole e outra meia de mozzarella, tomate e pesto, porque tenho curiosidade de experimentar esses produtos mais naturais. E isto veio naturalmente, não é de todo manipulado pelo fantasma da dieta. 
 

Legumes
Se antigamente comer legumes à refeição era uma obrigação e um pequeno acréscimo ao prato, hoje é normal prescindir do arroz e da massa (porque não me apetece mesmo) e fico-me só pelos legumes e carne ou peixe porque é só isso que me apetece. Aliás, ultimamente tenho optado por almoços semi-vegetarianos e além de me divertir imenso a descobrir novos sabores, estou a adorar.
 

Sede
Após anos e anos a ignorar as minhas pistas naturais de fome, confesso que ainda não consigo distinguir bem quando tenho fome ou sede. Tenho notado que às vezes como qualquer coisa, quando na realidade o que tenho é sede. Parece estúpido e é difícil de explicar. Então tens sede e comes?! Não sabes que tens sede?! Às vezes não. Mas estou a tentar ficar mais atenta a estes sinais e a reconhecê-los. 
 

Lanches 
Ando a comer menos aos lanches e se não me apetecer de todo, salto essa refeição. Isto seria impensável com a mentalidade de dieta, tinha de comer de 3 em 3 horas, tivesse fome ou não. Aliás, conseguir largar o ato de comer por hábito a determinadas horas é ainda um trabalho em progresso. 

É muito importante para mim reconhecer estas pequenas conquistas. Se há dias em que me sinto no topo do mundo e maravilhada com esta liberdade da comida e com o facto de estar a gostar mais de mim, há dias também em que acho que estou a fazer uma grande asneira e que vou acordar um dia arrependidíssima de ter largado a dieta e que tenho de voltar para ela...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Do outro tipo de leveza


Houve uma altura da minha vida em que eu tinha medo de me pesar. Era novinha, alimentação saudável eram duas palavras que não caminhavam juntas no meu vocabulário e eu comia mesmo muita porcaria. Tinha medo que aquele objeto inerte tão poderoso me fosse gritar um número astronómico que eu não queria conhecer.

Até que subi em cima dela, odiei o grito que ela deu e resolvi dedicar a minha vida a subtrair dígitos àquele número hediondo.

Ela era o centro do meu mundo. Era a pensar nela que eu recusava os meus amados docinhos e que me entupia de legumes deslavados, mas saudáveis. Era ela que de manhã determinava se naquele dia eu tinha permissão para me sentir orgulhosa de mim ou se pelo contrário, devia sentir-me uma fraude por não ter conseguido reduzir uns gramas a este corpo parvo, porque eu teimava em reduzi-lo a um tamanho onde ele não se sentia confortável.

Ela dominava o meu mundo. Muitas vezes gritava-me mais do que uma vez por dia. Eu estava completamente dominada por aquele objeto estupidificante.

Foram várias as vezes que a tirei literalmente de casa para não ceder ao fascínio de ir mais uma vez medir o meu valor nela. Tomar a decisão de me afastar dela e realmente manter-me afastada foi das coisas mais difíceis que fiz neste processo.

O meu medo era só voltar a ser a pessoa descontrolada que fui na adolescência e que só a balança me iria conseguir policiar.

Só que não.

Deixei de me pesar regularmente há cerca de meio ano. Neste período cedi à tentação duas vezes e sinceramente agora não acho que acrescente nada à minha vida.

A Sweet dos 40 não tem nada a ver com a Sweet dos 20. A dos 20 temia o número da balança, a dos 40 está-se nas tintas para o número da balança. Ela já não mede o meu valor, porque eu sou um todo, um conjunto de coisas boas e menos boas e não somente um corpo que ocupa mais ou menos espaço no mundo.

Quando me afastei dela e me dei permissão para deixar de rotular os alimentos como bons e maus (leia-se saudáveis e não saudáveis) e passar a olhar para todos simplesmente como alimentos, sem restrições, confesso que o meu corpo desejou os menos saudáveis durante uns tempos. Isto porque eu passei tanto tempo a restringi-los que ele quis aproveitar enquanto podia. Só que agora o meu corpo já percebeu que pode sempre e por isso é que a caixa de Ferreros que comprei na segunda feira ainda está intacta, porque sabendo que posso comer sempre que me apetecer, acaba simplesmente por não me apetecer. E se hoje me apetece almoçar uma sopinha, vou fazê-lo com prazer e não como obrigação. E o mais engraçado é que sinto mesmo o meu corpo a balancear as coisas, noto que estou a comer em menor quantidade e maior variedade do que antes.

E é este o tipo de leveza que o body positivity me trouxe: a liberdade!

O facto de deixar de lutar com o meu corpo e ter a minha mente e o meu corpo a fazerem as pazes e a deixarem de puxar a corda um para cada lado, numa luta permanente.

O facto de me sentir bem comigo mesma sem ligar aos estereótipos impostos pela gigante indústria da beleza.

Não tenho uma barriga lisinha, mas tenho uma curvinha fofinha e gosto dela. Ela conta a mais bonita história de amor de sempre, a do nascimento da minha filhota. Todas as minhas estrias e os meus pneuzinhos contam a minha história, só me posso orgulhar dela.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Chegar aqui é maravilhoso



- Não sais da mesa enquanto não comeres tudo o que tens no prato!

- Come mais, senão vai para o lixo... 

- Comeste pouco! Não gostaste?! Deixa que eu sirvo-te mais um bocadinho... *comes mesmo sem vontade*

- Devemos comer de 3 em 3 horas, cerca de 5 a 6 vezes ao dia para termos uma alimentação saudável. 

E nós comemos. Mais automaticamente por ser hora de, ou por temos de, do que por vontade mesmo, sem escutarmos minimamente as necessidades do nosso corpo. Para mim, foram anos e anos disto!

Desde que comecei a deixar a mentalidade de dieta, comecei a sentir a liberdade da comida. O que significa que não há nem alimentos nem quantidades proibidos.

Na prática, isto leva a que no início o nosso corpo tenha algumas compulsões (no meu caso foi mais em doces). Afinal foram tantos anos de restrição que o corpo deixou de confiar na minha mente, então mal vê uma oportunidade, come. É simples assim.

Ora, a parte menos boa desta fase é que normalmente a pessoa ganha peso, assusta-se, pensa que não se vai conseguir controlar nunca mais em toda a sua vida e volta à mentalidade de dieta, o local seguro onde já esteve anos a fio.

Se ao menos a pessoa superasse esse medo e continuasse em frente, veria que a fase seguinte - a liberdade da comida - é libertadora e o melhor que lhe podia acontecer.

Isto  é quase come se fosse uma lata de refrigerante. Se a abanarmos muito, quando a abrimos sai uma grande quantidade em esguicho, mas depois para, estabiliza. Aqui acontece o mesmo. Quando o corpo se apercebe que pode voltar a confiar na mente, que ela não vai mais colocá-lo em modo de fome, tudo estabiliza e as compulsões desaparecem.

Não, não nos vai apetecer comer chocolate 24 horas por dia, 7 dias por semana. Depois deixa simplesmente de apetecer, porque quando apetece sabemos que temos a liberdade de o ter de imediato, sem esperar por aquele 'dia da asneira' .

Eu sei que ganhei peso nestes 6 meses - não sei quanto, nem faço questão de saber - mas finalmente a minha mente está a começar a escutar as necessidades do meu corpo.

Anos e anos a forçar-me a comer de 3 em 3 horas levaram a que eu comesse automaticamente àquela hora, quer tivesse fome ou não. Era hora de comer, pronto!

Agora que o escuto, vejo que estou aos poucos a reduzir a dose. Ainda ontem deixei quase metade da comida no prato. Servi-me da dose normal, mas a meio percebi que não tinha mais fome e parei. Só!

Chama-se a isto alimentação intuitiva e adoro já estar a entrar na 3ª fase.

É uma aprendizagem imediata? Nem pensar! Eu demorei cerca de 6 meses a chegar aqui. Há quem demore mais, há quem demore menos, depende da relação que cada um tem com a comida.

Mas a liberade que sinto é fantástica! E estou radiante de não me ter assustado e voltado para o 'local seguro' da mentalidade das dietas.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

É assim que funciona

Ah, mas então essa cena da alimentação intuitiva é só uma desculpa para se passar a vida a comer porcarias? 

Não  não é!

Claro que ao te dares liberdade para comer tudo, é natural que nos primeiros tempos abuses um bocado. É tipo cuméquié?! Posso comer tudo o que quero, quando quero?! Bora lá, então...

Mas a novidade passa e o corpo - ou melhor, a mente - que se começa a aperceber que tem tudo à disposição sempre que quiser sem peso na consciência, começa finalmente a confiar em nós e deixa de querer abusar. 

Quem disse que o fruto proibido é o mais apetecido estava coberto de razão! 

Hoje, por exemplo, dia de Dragão = jantar só para mim e para a filhota = invenções. E o que me apeteceu foi pasta de abacate com lima, ovos estrelados, requeijão e pãozinho. 

O aspeto não é o melhor, mas soube-me pela vida! 

O jantar até podia ser uma bela pizza com queijinho derretido a fugir pelas bordas, mas simplesmente não foi isso o que me apeteceu.

O nosso corpo é uma máquina perfeita que temos de reprogramar as vezes que forem necessárias para nos sentirmos bem. E se por vezes me questiono se tomei a decisão certa ao abraçar este estilo de vida, são estas pequenas conquistas que me mostram que sim, sem dúvida nenhuma estou no caminho certo!

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Delicioso #1


O fim de semana foi repleto de festas e comezainas (sem peso na consciência) vai daí este corpinho já estava a implorar por uma pausa, e para o almoço saiu isto que demorou literalmente 5 minutos a fazer:

Couscous com tomatinho cherry, abacate, salmão fumado e corintos. Hidratar o couscous, temperar e misturar os restantes ingredientes. Só.

Uma delícia! Até eu me admirei, conjuga-se tudo na perfeição e come-se perfeitamente frio. No fim uma talhada de melão e um quadradinho de chocolate preto e fica um almoço equilibrado, bom e satisfatório!

Garantidamente para repetir.