sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Por aqui...


* Já estou a trabalhar há cerca de duas semanas e apesar de ainda não ter tudo plenamente controlado, decididamente não me tenho deixado levar pelo stress e ainda continuo em estado zen-deixa andar-tem tempo...

* Ontem fui à última consulta de ortopedia e estou oficialmente curada. Diz que devo perder algum peso para evitar este tipo de problemas... Fazer caminhadas à farta e exercício à vontade, sem medos. Sim, preciso de recomeçar o exercício, sei disso. Estou super-enferrujada e sinto falta de me mexer. Quero fazer exercício pelo meu bem-estar. Emagrecer (caso aconteça) será só um bónus.

* No conceito do self-care, fui à ginecologista, fiz tudo incluindo mamografia e ecografia. Na mamografia foi detetada uma massa e foi pedida uma ressonância magnética para despistar algo mais grave. Felizmente o resultado foi benigno... Ufff...

* E hoje foi dia de comprar bilhetes para o espetáculo do ano. Depois de umas horas sofridas e desperdiçadas na ticketline, meti-me no carro e fui à Worten comprar os bilhetes para ver o Harry Styles em maio. Adoro as músicas do menino e admiro imenso a maneira dele estar na vida. Apesar de estar quase esgotado quando consegui finalmente ter acesso a bilhetes, acabei por conseguir ótimos lugares e andei nas nuvens o dia inteiro.

* A casa já está pronta para o Natal e não me arrependo nem um bocadinho por ser assim tão adiantada. As luzes da árvore a tremelicar, os bonequinhos do presépio, toda a atmosfera é tão aconchegante... Adoro!

E é isto...

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Do self-care


Ir ao cabeleireiro nunca foi para mim sinal de prazer, muito pelo contrário, é um verdadeiro sacrifício e vou lá sempre nas últimas. Já há algum tempo que ando insatisfeita com a minha que é a mesma há uma dúzia de anos. Ou não me faz as madeixas como peço, ou não faz o corte de cabelo que sabe que eu gosto para ver se lá vou mais vezes... Enfim...

Na semana passada, cheia de ver um corte que não gostava, passei-me da cabeça e cortei uns deditos a mim mesma... Escusado será dizer que ficou uma m&rda...

Ganhei coragem, e sem pensar muito entrei noutro salão aqui à beira de casa, contei as minhas peripécias (dignas de uma miúda de 5 anos, diga-se de passagem), mostrei uma foto do que gostava e entreguei-me nas mãos de uma perfeita desconhecida que cortou, cortou e tornou a cortar para acertar a cagadinha que eu fiz...

E valeu a pena a aposta em sangue novo. Cortou como eu queria e ainda fez bem mais barato do que a outra. Pela primeira vez em muitos anos, senti-me bem no salão, senti que estava a cuidar verdadeiramente de mim.

Aproveitando a onda do self-care, aventurei-me pela primeira vez na vida em manicure. As minhas unhas são extremamente pequenas e frágeis e eu achava que unhas arranjadas não era para mim. A conselho da manicure, lá fiz unhas de imersão em pó num rosa claro para me ir habituando. Ela diz que com o passar do tempo e com a manicure que ela vai fazer, eu vou vendo a base da unha a ficar maior.


Eu que em 43 anos fiz uma única manicure na vida... Porque achava que me ia ficar mal... Porque achava que não podia dedicar uma hora por mês a estas coisas... Porque achhava que não merecia...

Estou orgulhosa de mim e sinto uma leveza incrível!


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

The fuck it diet


É um verdadeiro abre-olhos!

É a ajuda necessária para fazermos o verdadeiro reset à nossa mente, de a limparmos, de voltar àquela altura da nossa vida em que comer era descomplicado, em que não estava poluída com centenas de regras ditadas por dezenas de dietas todas diferentes, mas com a restrição como base comum.


É o desmantelar de todas as centenas de regras com que somos constantemente bombardeados pela indústria da dieta.

É o desmistificar de mitos absurdos e substituí-los pela leveza da confiança no instinto primitivo do nosso corpo.

A liberdade da mente é indescritível e saber que nada é proibido é libertador.





sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Acabou-se!!...

Já há uns dias que me andas a enervar... Sim, tu. Tu que estás guardada na gaveta por baixo dos lençóis polares da menina. Já não te ligo... Já não mandas em mim.. Já não me gritas FALHADAAA!! quando me ponho em cima de ti.

Silenciei-te. Adormeci-te. Mas não te matei. Controlo-te ao me controlar para não ceder ao teu chamamento. Há algum tempo que não dou protagonismo. Mas continuas ali a dois passos de me fazeres sofrer se eu deixar.

Ou continuavas. Já lá não estás mais!

Peguei nos sacos do lixo e peguei em ti também para te guardar na garagem, mais longe de mim. Longe fisicamente, mas sabia que a corrente afetiva só esticava, não quebrava.

Chovia... O elevador parou no rés do chão... Fui levar os sacos ao contentor e tu foste comigo. Voltei para dentro para te esconder numa qualquer gaveta funda da garagem... A chuva continuou mais forte e eu quase que a ouvia a dizer DEITA-A FORA!!

Em vez da meia volta para a garagem, dei a meia volta para o contentor e atirei-te lá para dentro com a alma lavada. Subi as escadas a pé como há muito não o fazia com uma leveza no corpo e uma ainda maior na alma.

Fui tua prisioneira anos a fio! Deixava nas tuas mãos as minhas vitórias e os meus fracassos. Deixava que me dominasses o humor consoante o número que me mostravas todas as manhãs, despida de tudo e o mais vulnerável que me podia sentir.

Não o fazes mais. Não me interessa o que tu dizes. Nunca mais quero ser associada a um número.

Quero o meu bem estar. Quero o meu amor por mim em alta. Quero tratar-me com o amor que eu mereço. Quero os meus banhos quentinhos. Quero os meus cremes cheirosos. Quero a minha pele macia. Quero as minhas caminhadas com a minha música como companhia. Quero os meus bolinhos. Quero os abracinhos dos meus amores. O que eu não quero nunca mais é ser julgada, mais por mim própria do que por qualquer outro ser, pelo número que gritas!

Nunca. Mais.

Adeus balança

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cá estamos...


Continuo de baixa. Sinceramente já podia estar a trabalhar, mas caramba penei tanto com dores antes da operação que agora vou aproveitar até à ultima gota!

Já não ando de muletas, já não ando a mancar, coloco o pé no chão completamente, mas se andar um pouco mais, sinto o pé maçado. O fisioterapeuta diz que é normal e que o regresso tem de ser feito progressivamente.

Hoje fui finalmente a uma consulta de ginecologia. Eu faço os exames regularmente no centro de saúde, mas já há uns 10 anos que não ia a um ginecologista e achava que quando lá fosse além de raspanete viria com más notícias. Mas nunca é tarde, não é verdade? E depois de um exame completo em que estava tudo direitinho, saí de lá com um peso saído das costas e com a sensação de estar a fazer algo para o bem estar do meu corpo. Isto é amor por mim.

De resto, tem me sabido pela vidinha estas tardes chuvosas em casa debaixo da mantinha e com as velinhas acessas, a papar episódios de "Era uma vez". Como é que eu uma aficionada por tudo o que diga respeito a Disney e contos de fadas esperei tanto para ver esta série com histórias tão emaranhadas umas nas outras de uma forma tão brilhante? Obrigada Netflix, do fundo do coração...

Ainda não me enchi de estar em casa. Gosto do slow living, gosto de ir buscar a minha filha à escola, de lhe preparar o almoço e o lanche, de a ajudar nos trabalhos de casa e nos resumos de história. Gosto deste silêncio, de sair só para ir buscar o pão ou ir ver o mar a meio da tarde na companhia dela.

Entre férias e baixa vão ser 3 meses afastada da loucura que é o meu local de trabalho e não podia estar a saber-me melhor. Este slow living chegou exatamente na altura certa para eu me encontrar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Da slow living


Estou de baixa há quase um mês depois de três semaninhas de férias em família.

No início da baixa ainda tive a companhia da filhota que foi uma grandessíssima ajuda nos primeiros dias de recuperação. Depois ela voltou para a escola e fiquei com as manhãs todinhas para mim.

A minha vida tem-se dividido entre séries - estou completamente viciada na Era Uma Vez - fazer um almoço rápido para as duas e pastelar com ela no sofá durante a tarde, dar um jeito à casa e fazer um belo jamtar.

Esta semana larguei uma das muletas e já tenho permissão de conduzir. Aliás tenho permissão para fazer a vida totalmente normal, mas ando um bocadinho mais à vontade e fico com dores debaixo do pé. Tenho feito tudo direitinho e não é agora que vou abandalhar e forçar-me mais.

Na próxima semana vou a junta médica e espero que não impliquem comigo. Ainda não me sinto fisicamente bem o suficiente para fazer a vida toda normal fora de casa. Estou mortinha por voltar a ter a capacidade completa de fazer caminhadas, andar de bicicleta e passear à vontade, mas ainda não consigo e não o quero forçar.

Nesta slow living tenho seguido o intuitive eating a 100% e noto que como muito menos quantidade. Como o que me apetece e quando me apetece. Isto tanto pode significar uma peça de fruta como um bolo, é o que me apetece sem culpas. O que noto mesmo é que faço muito menos refeições e menos quantidade. Se me apetece só uma sopa ao almoço é isso que como e o chocolatinho que era quase item obrigatório deixou naturalmente de o ser.

Cortar amarras com as regras do mundo das dietas é libertador. E para isso estou convencida que o fator stress-free contribuiu em muito. Estou muito relaxada e nem me lembro de comer. Antes era capaz de estar constantemente a pensar em comida, no que podia, no que não devia, no que fazer para o almoço, para o lanche, para o jantar... Isso acabou e é mesmo libertador.

Espero conseguir manter este ritmo quando voltar ao trabalho. Agora vejo o buraco onde o stress me enfiou e estou a adorar sair a pouco e pouco dele.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Hoje jantei pizza


Porque nos estava a apetecer. Mas almocei brócolos e douradinhos no forno e deliciei-me com uma laranja para a sobremesa. Nunca pensei que uma peça de fruta me fosse saber assim tão bem!...

Se antes eu morria por uma sobremesa - era literalmente a única razão por que eu gostava de comer fora - agora não há um único doce que eu diga: Aaahhh, apetece-me meeesmo isto... Não há! Tudo me parece normal porque agora nada é proibido. Agora que eu me dou permissão para comer, não me apetece!

Até o chocolatinho obrigatório de final de refeição estou a passar. Em mim, isto é completamente inédito!!

Sinceramente, sinto que como menos, bastante menos e aquela goludice desenfreada do início já passou.

Olha eu com desejos de fruta e iogurtes... Mas alguma vez isto me passou pela cabeça?!...