segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

9 meses depois


Nove meses depois de embarcar na aventura do body positivity e da alimentação intuitiva, tenho notado algumas diferenças da maneira como olho para a comida e como a sinto. Acho que finalmente o meu corpo está a abrandar ao pedir-me as comidas que eu antigamente restringia. Já não me apetece doces nem comidas mais calóricas a toda a hora. Por acaso, ele até me tem pedido umas coisas interessantes que dantes nunca me teria passado pela cabeça sequer experimentar e muito menos gostar e apetecer-me. 


Sushi
Ora bem, fui com a mente muito aberta, mas nas primeiras vezes não me conquistou. Ultimamente temos comido todas as semanas e eu, que até dispenso o arroz nas refeições normais, fico satisfeitinha da vida quando vamos buscar um menú de sushi. Pela mentalidade de dieta, não seria algo para comer regularmente pela quantidade de hidratos de carbono... 
 

Chá 
Se há uns meses atrás eu era incapaz de beber chá sem açúcar, hoje em dia bebo várias chávenas ao dia sem problema. É mesmo uma questão de hábito e se antes aproveitava qualquer desculpa para consumir algo doce, agora não é o caso. 
 

Chocolate
Sempre foi e sempre será a minha grande perdição. Se estou desconsolada, só o chocolate consegue amansar a gula. Se antes era qualquer chocolate (bom, fraco, doce, azedo, em tablete, em bombom, em pó, de culinária), hoje sou mais seletiva e prefiro um bom chocolate preto. E não precisa ser uma grande quantidade, basta um ou dois quadradinhos. Estou mais seletiva e não encharco o meu corpo com porcaria. Este do Jumbo é simplesmente maravilhoso, seja na versão amêndoas ou avelãs.
 
 
Shopping
Antigamente ir jantar ao shopping era sinónimo de jantar McDonalds ou Pizza Hut. Afinal se era para sair da linha, que fosse em grande com comidas altamente calóricas e decadentes. Hoje dou por mim a ir à Pans e pedir meia sandes de salmão e guacamole e outra meia de mozzarella, tomate e pesto, porque tenho curiosidade de experimentar esses produtos mais naturais. E isto veio naturalmente, não é de todo manipulado pelo fantasma da dieta. 
 

Legumes
Se antigamente comer legumes à refeição era uma obrigação e um pequeno acréscimo ao prato, hoje é normal prescindir do arroz e da massa (porque não me apetece mesmo) e fico-me só pelos legumes e carne ou peixe porque é só isso que me apetece. Aliás, ultimamente tenho optado por almoços semi-vegetarianos e além de me divertir imenso a descobrir novos sabores, estou a adorar.
 

Sede
Após anos e anos a ignorar as minhas pistas naturais de fome, confesso que ainda não consigo distinguir bem quando tenho fome ou sede. Tenho notado que às vezes como qualquer coisa, quando na realidade o que tenho é sede. Parece estúpido e é difícil de explicar. Então tens sede e comes?! Não sabes que tens sede?! Às vezes não. Mas estou a tentar ficar mais atenta a estes sinais e a reconhecê-los. 
 

Lanches 
Ando a comer menos aos lanches e se não me apetecer de todo, salto essa refeição. Isto seria impensável com a mentalidade de dieta, tinha de comer de 3 em 3 horas, tivesse fome ou não. Aliás, conseguir largar o ato de comer por hábito a determinadas horas é ainda um trabalho em progresso. 

É muito importante para mim reconhecer estas pequenas conquistas. Se há dias em que me sinto no topo do mundo e maravilhada com esta liberdade da comida e com o facto de estar a gostar mais de mim, há dias também em que acho que estou a fazer uma grande asneira e que vou acordar um dia arrependidíssima de ter largado a dieta e que tenho de voltar para ela...

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Então pesei-me...

... e durante uns minutos, senti um verdadeiro turbilhão de emoções dentro de mim.

- OOhhhh!!!
- Podia ser pior...
- Mas ainda pensei que não fosse tanto...
- É oficial! Já ganhei 20 dos 30kg que perdi ao longo dos anos...
- Tenho de voltar às dietas e perder o raio deste peso...
- Mas para que é que eu deixei a dieta?!...
- Já te esqueceste do que andaste a sentir ao longo destes 9 meses?...
- Não, não esqueci. Mas valeu a pena? Valeu a pena desperdiçar o esforço que fiz durante 16 anos para perder peso?

Eu já sabia que a decisão de voltar a pesar-me me ia afetar. Só não sabia que as lágrimas me iam escorrer pela cara livremente sem eu as conseguir controlar. Como se viessem sem filtro mesmo cá de dentro.

Eu já sabia que ao escolher a liberdade do body positivity e da alimentação intuitiva e deixar de vez a vida das dietas, ia ter de aceitar o aumento de peso como contrapartida a tudo o que ganhei.

E o que é que eu ganhei neste percurso além do peso?

Ganhei liberdade
Ganhei uma grande dose de amor próprio
Ganhei umas férias despreocupadas
Aprendi que a comida é só comida, que não há comida boa, nem comida má e que tenho só de a balancear
Aprendi a caminhar de cabeça erguida (literalmente) e com confiança em mim
Aprendi que não me interessa a opinião que os outros possam ter sobre a minha figura
Aprendi que eu mereço ocupar o meu espaço no mundo
Aprendi que o meu valor não está intrinsecamente ligado ao número da balança
Aprendi que eu sou muito mais do que o meu corpo
Aprendi que o meu corpo ainda está confuso de tantos anos em que lutei contra ele.

Foram cerca de 16 anos a tentar encolhê-lo, a dar-lhe pistas confusas, a lutar contra ele. Obviamente que ele ainda não confia em mim. A maior parte das vezes ainda não consigo perceber quando é que tenho mesmo fome ou se como só por hábito. É ainda um trabalho em progresso.

E aqui estou eu. É este o momento. Estou na encruzilhada. Tenho à minha esquerda o caminho da dieta e à minha direita o caminho da alimentação intuitiva.

É nesta altura em que muita gente volta atrás ao que sempre conheceu toda a vida, ao que a grande indústria das dietas nos impõe. Eu percebo, já lá estive, sei o gozo que dá perder uns quilinhos, a sensação boa que é comprar umas calças do tamanho abaixo. Mas também me lembro das restrições e de como era dura comigo própria quando isso não acontecia.

Eu sei que o meu corpo vai encontrar o meio termo. E eu quero continuar a sentir a minha liberdade. A liberdade de me sentir bem no meu corpo. De olhar para o espelho e não odiar o que vejo. De falar para mim própria com gentileza. De me perdoar pelos meus erros. De gozar do prazer que a comida me dá. Quero passar a mexer mais o meu corpo, mas por me dar gozo, por gostar da sensação com que fico depois, não como castigo.

Quero a liberdade e quero amar-me ainda mais e isso sei que não vou conseguir pelo modo de vida restritivo da dieta, só pela alimentação intuitiva.

Mexeste comigo, balança, mas não me deitaste abaixo, nem me desviaste do meu caminho!


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Universo, és tu?...


Já tinha decidido pesar-me hoje, quando esta mensagem me apareceu no instragram...

... mesmo assim, resolvi ir em frente. Peguei na balança e... Ela não tem pilhas!

Há mais alguma coisa que me queiras dizer, Universo?!

Nota: vou comprar pilhas porque, agora sim, estou curiosa!

 Nota 1: E saí de casa sem a referência das pilhas... Really?!... 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Luta de vontades


Ando aqui numa luta interior e não sei bem para onde me virar:

- Por um lado apetecia-me pesar-me. Ultimamente sinto-me curiosa. Será que o meu peso aumentou muito desde a última vez? Será que passei para a dezena seguinte? Sinto que o meu peso estabilizou num número que lhe é confortável de manter. Mas qual é esse número?

- Por outro lado sei que não devo. Ando há 9 meses a tentar (com sucesso) afastar o meu valor do número que a balança me mostrava. A balança é o símbolo da minha obsessão pelo mundo da dieta e era no número que ela mostrava que eu depositava todo o meu sucesso ou os fracassos sucessivos.

- A balança já não tem poder sobre mim, porque eu me afastei dela. Será que é seguro para a minha mente voltar a pisá-la? Será um grande erro que pode despoletar em mim sentimentos passados que eu estou a lutar tanto para ultrapassar? Mas eu estou tão curiosa...

Não sei o que fazer...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Mas que agradável surpresa


O aspeto não faz jus ao sabor, garanto!

Nunca tinha comido caril em lado nenhum, mas já vi imensas receitas por aí e numa das visitas semanais ao Jumbo, trouxe um bocadinho da zona dos artigos avulso.

Esta semana, para os almoços da semana saiu um caril vegetariano de grão que fiz assim:

Refoguei uma cebola picada em azeite, juntei um bocadinho de água, 1 cenoura em rodelas, 2 tomates em cubinhos, 1 colher de caril em pó e temperei de sal. Quando a cenoura estava quase cozida, juntei uma lata grande de grão escorrido, um pouco de leite de côco e 1 colher de côco ralado. Levei a ferver um pouco mais e ficou pronto. Uma receita bem rápida, portanto.

Confesso que no dia que fiz, ao provar torci o nariz. O sabor era-me estranho, achei que tinha posto caril a mais, estava um pouco amargo e pensei: fiz asneira, não vou gostar nada disto...

Mas dizem que o caril fica melhor no dia seguinte e na realidade assim foi. Com um arroz branco soltinho, ficou uma delícia!! Comida de conforto pura, com as vantagens de ser fácil e rápido de fazer, económico e perfeito para refeições sem carne ou peixe.

O próximo caril em que me vou aventurar vai ser de frango e vai ser para toda a família e eles são esquisitinhos com coisas novas... medo!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Passito a passito


Já há uns anos largos que utilizo os sacos reutilizáveis nas compras de supermercado. Bem antes deles serem pagos já eu os usava porque se havia coisa que me arreliava era ter um monte de sacos inúteis em casa. Sim, já na altura eu os usava para o lixo, mas mesmo assim, eram mais os que entravam do que os que saíam.

Mas sempre usei aqueles sacos transparentes para trazer legumes e frutas. Até agora, porque arranjei estes sacos reutilizáveis para dar o meu pequenino contributo para a diminuição do consumo do plástico.

Comprei aqui, muito em conta e são realmente muito práticos com aquele atilho. Sim, eu sei que os podia ter feito ou comprado cá em Portugal, mas confesso que assim ficaram bem mais em conta e tudo com um simples click.

Os sacos transparentes que ainda tenho, continuam a servir para o lixo orgânico (sim, porque eu não os deitava fora). Os sacos de asas que vão aparecendo daqui e dali servem para colocar o plástico que vai para reciclar. E os sacos de papel da padaria ou das lojas de roupa, servem para colocar o papel para reciclar.

Se há coisa que me enerva é ver lixo que podia ser reciclado num contentor de lixo orgânico. Mas custa alguma coisa separar?!

São pequenos gestos, mas já imaginaram se todos os fizessem?

domingo, 20 de janeiro de 2019

Inspiração #2


Às vezes deparo-me com pensamentos que parecem ter mesmo saído do fundinho do meu ser. Não resisto e tenho de os passar para o meu caderninho de sentimentos ❤️