quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Eu, ela e ele


Neste fim de semana decidimos em família que iriamos melhorar o nosso estilo de vida. Não que tenhamos uma vida muito desregrada, mas há alguns pontos onde podemos melhorar.

Isso inclui melhorar a nossa alimentação, torná-la mais intuitiva e nutritiva, reduzir às guloseimas que muitas vezes são uma muleta para lidar com o stress (eu) acompanhar as refeições maioritariamente com água (ele) e mexermo-nos com mais assiduidade e com prazer em vez da sempre presente obrigação (todos).

Plano feito e aceite de bom grado por todos, decidimos que as caminhadas seriam aos fins de semana e à 4ª à noite. Muito bem!

A 4ª aproximava-se e a minha cabeça já tinha arranjado meia dúzia de desculpas:
- Tenho de acabar o jantar
- Vamos jantar muito tarde
- Está frio
- Agora já é tarde
- O sofá é tão mais confortável
- Não gosto desta zona para caminhar
- Se pegarmos no carro para ir para outro lado, apanhamos trânsito e fica ainda mais tarde.

Ela também tinha algumas desculpas preparadas:
- Se estiver vento não vou
- Ainda tenho de tomar banho

Ele chegou cheio de vontade e não cedeu às nossas desculpas...

Afinal o jantar estava adiantado.
Fomos antes do jantar caminhar pela nossa zona porque na realidade já não era assim tão cedo. Para a próxima procuramos outra zona.
O frio que estava foi-se dissipando com o calor da caminhada.
Quando chegamos ela tomou banho enquanto eu acabava o jantar.
Jantamos e o sofá continuava lá bem mais confortável do que dantes.
Jantamos mais tarde sim, mas ainda pudemos disfrutar do serão e com o sentimento de dever cumprido.

Se eu estivesse por minha conta, tinha desistido. Sim eu sou a rainha das desculpas. Assim a três torna-se mais fácil. Uns puxam os outros. Espero que seja para continuar!


domingo, 5 de janeiro de 2020

Para 2020


Quero continuar a ser a minha melhor amiga.
Quero voltar à slow living e focar-me em sentir-me bem.
Quero voltar ao exercício pelo prazer do movimento e não pelo dever (sabe deus como preciso de me mexer).
Quero continuar no caminho da alimentação intuitiva, mas a ouvir melhor o meu corpo.
Quero continuar a olhar-me no espelho com gentileza e abraçar as minhas regueifinhas com amor em vez de ódio.
Quero passar belos momentos em família que sei que serão inesquecíveis (este é o ano em que finalmente vamos os três à Disney como presente de maioridade da princesa).
Quero estar rodeada de saúde e felicidade.
Na realidade é mesmo só isso que importa...

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Sou eu... Era eu...


Esta sou eu há 20 anos atrás. Tinha 24 anos.

Esta foto está colada no espelho do meu quarto há já alguns anos. Inicialmente coloquei-a lá para me lembrar de nunca mais voltar àquele peso. Olhava para a foto e só conseguia ver o duplo queixo, os braços rechonchudos e o olhar triste. E não queria ser mais assim, que horror!!

Hoje, com 44 anos, eu olho para ela, olho para mim e vejo que os braços voltaram a ser rechonchudos, a cara voltou a ser mais cheiinha, mas a expressão é totalmente diferente.

A Sweet dos vintes queria ao máximo passar despercebida, era extremamente insegura e só queria era ser feliz (e era, apesar da expressão).

A Sweet dos quarentas não se importa de se destacar, já não quer ser apenas um tom de cinza, tem todas as cores dentro dela, quer fazer-se ouvir, quer estar de bem com a vida e só continua a querer ser feliz.

A vida deu umas boas voltas nestas duas décadas, mas a maior de todas foi sem dúvida na minha maneira de pensar.

Fisicamente foi um circulo completo, todo o peso que perdi à custa de tanto sacrifício físico, mas essencialmente mental, voltou todinho para mim.

A foto continua lá, no espelho, mas para me lembrar que não me quero mais esconder, nem tentar encolher-me ao aceitável pela sociedade.

Para o novo ano desta vez não tenho pretensões de perder x quilos em x tempo, nem de me obrigar a fazer exercício x vezes por semana para me catalogar de "bem comportada".

Nada disso! Para o novo ano quero continuar a olhar-me no espelho, dizer "obrigada corpo" e tratar todas as regueifinhas com gentileza. Hidratá-lo porque ele precisa, massajá-lo com cremes porque a pele agradece e fazê-lo mexer porque ele não quer ficar enferrujado.

E esta é a grande mudança de mentalidade: tratá-lo com amor como o meu melhor amigo e não castigá-lo com ódio como se fosse um demónio.

E nunca, mas nunca mais, descurar a saúde mental

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Por aqui...


* Já estou a trabalhar há cerca de duas semanas e apesar de ainda não ter tudo plenamente controlado, decididamente não me tenho deixado levar pelo stress e ainda continuo em estado zen-deixa andar-tem tempo...

* Ontem fui à última consulta de ortopedia e estou oficialmente curada. Diz que devo perder algum peso para evitar este tipo de problemas... Fazer caminhadas à farta e exercício à vontade, sem medos. Sim, preciso de recomeçar o exercício, sei disso. Estou super-enferrujada e sinto falta de me mexer. Quero fazer exercício pelo meu bem-estar. Emagrecer (caso aconteça) será só um bónus.

* No conceito do self-care, fui à ginecologista, fiz tudo incluindo mamografia e ecografia. Na mamografia foi detetada uma massa e foi pedida uma ressonância magnética para despistar algo mais grave. Felizmente o resultado foi benigno... Ufff...

* E hoje foi dia de comprar bilhetes para o espetáculo do ano. Depois de umas horas sofridas e desperdiçadas na ticketline, meti-me no carro e fui à Worten comprar os bilhetes para ver o Harry Styles em maio. Adoro as músicas do menino e admiro imenso a maneira dele estar na vida. Apesar de estar quase esgotado quando consegui finalmente ter acesso a bilhetes, acabei por conseguir ótimos lugares e andei nas nuvens o dia inteiro.

* A casa já está pronta para o Natal e não me arrependo nem um bocadinho por ser assim tão adiantada. As luzes da árvore a tremelicar, os bonequinhos do presépio, toda a atmosfera é tão aconchegante... Adoro!

E é isto...

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Do self-care


Ir ao cabeleireiro nunca foi para mim sinal de prazer, muito pelo contrário, é um verdadeiro sacrifício e vou lá sempre nas últimas. Já há algum tempo que ando insatisfeita com a minha que é a mesma há uma dúzia de anos. Ou não me faz as madeixas como peço, ou não faz o corte de cabelo que sabe que eu gosto para ver se lá vou mais vezes... Enfim...

Na semana passada, cheia de ver um corte que não gostava, passei-me da cabeça e cortei uns deditos a mim mesma... Escusado será dizer que ficou uma m&rda...

Ganhei coragem, e sem pensar muito entrei noutro salão aqui à beira de casa, contei as minhas peripécias (dignas de uma miúda de 5 anos, diga-se de passagem), mostrei uma foto do que gostava e entreguei-me nas mãos de uma perfeita desconhecida que cortou, cortou e tornou a cortar para acertar a cagadinha que eu fiz...

E valeu a pena a aposta em sangue novo. Cortou como eu queria e ainda fez bem mais barato do que a outra. Pela primeira vez em muitos anos, senti-me bem no salão, senti que estava a cuidar verdadeiramente de mim.

Aproveitando a onda do self-care, aventurei-me pela primeira vez na vida em manicure. As minhas unhas são extremamente pequenas e frágeis e eu achava que unhas arranjadas não era para mim. A conselho da manicure, lá fiz unhas de imersão em pó num rosa claro para me ir habituando. Ela diz que com o passar do tempo e com a manicure que ela vai fazer, eu vou vendo a base da unha a ficar maior.


Eu que em 43 anos fiz uma única manicure na vida... Porque achava que me ia ficar mal... Porque achava que não podia dedicar uma hora por mês a estas coisas... Porque achhava que não merecia...

Estou orgulhosa de mim e sinto uma leveza incrível!


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

The fuck it diet


É um verdadeiro abre-olhos!

É a ajuda necessária para fazermos o verdadeiro reset à nossa mente, de a limparmos, de voltar àquela altura da nossa vida em que comer era descomplicado, em que não estava poluída com centenas de regras ditadas por dezenas de dietas todas diferentes, mas com a restrição como base comum.


É o desmantelar de todas as centenas de regras com que somos constantemente bombardeados pela indústria da dieta.

É o desmistificar de mitos absurdos e substituí-los pela leveza da confiança no instinto primitivo do nosso corpo.

A liberdade da mente é indescritível e saber que nada é proibido é libertador.





sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Acabou-se!!...

Já há uns dias que me andas a enervar... Sim, tu. Tu que estás guardada na gaveta por baixo dos lençóis polares da menina. Já não te ligo... Já não mandas em mim.. Já não me gritas FALHADAAA!! quando me ponho em cima de ti.

Silenciei-te. Adormeci-te. Mas não te matei. Controlo-te ao me controlar para não ceder ao teu chamamento. Há algum tempo que não dou protagonismo. Mas continuas ali a dois passos de me fazeres sofrer se eu deixar.

Ou continuavas. Já lá não estás mais!

Peguei nos sacos do lixo e peguei em ti também para te guardar na garagem, mais longe de mim. Longe fisicamente, mas sabia que a corrente afetiva só esticava, não quebrava.

Chovia... O elevador parou no rés do chão... Fui levar os sacos ao contentor e tu foste comigo. Voltei para dentro para te esconder numa qualquer gaveta funda da garagem... A chuva continuou mais forte e eu quase que a ouvia a dizer DEITA-A FORA!!

Em vez da meia volta para a garagem, dei a meia volta para o contentor e atirei-te lá para dentro com a alma lavada. Subi as escadas a pé como há muito não o fazia com uma leveza no corpo e uma ainda maior na alma.

Fui tua prisioneira anos a fio! Deixava nas tuas mãos as minhas vitórias e os meus fracassos. Deixava que me dominasses o humor consoante o número que me mostravas todas as manhãs, despida de tudo e o mais vulnerável que me podia sentir.

Não o fazes mais. Não me interessa o que tu dizes. Nunca mais quero ser associada a um número.

Quero o meu bem estar. Quero o meu amor por mim em alta. Quero tratar-me com o amor que eu mereço. Quero os meus banhos quentinhos. Quero os meus cremes cheirosos. Quero a minha pele macia. Quero as minhas caminhadas com a minha música como companhia. Quero os meus bolinhos. Quero os abracinhos dos meus amores. O que eu não quero nunca mais é ser julgada, mais por mim própria do que por qualquer outro ser, pelo número que gritas!

Nunca. Mais.

Adeus balança