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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Hoje foi um dia bom


O hubby foi trabalhar, fui só eu e a filha hoje. Ela, que é uma night-person, pediu para não a acordar, nem para almoçar.

Choveu a noite toda e grande parte da manhã.

Acordei às 8:00 como de costume, fui fazer cereais para o pequeno almoço e colocar uma máscara de óleo de coco na cabeça. Tenho usado um champô para cabelos oleosos que me deixa o cabelo limpinho, mas o couro cabeludo seco e cria um pouco de caspa.

Voltei para a cama e vagueei um pouco pelo instagram, pelo twitter e pelo facebook.

Enchi-me do telemóvel e resolvi por em prática uma coisa que quero tentar este mês : Meditação. Pus o temporizador durante 5 minutos, sentei-me, fechei os olhos e concentrei-me na minha respiração mais profunda. Só eu, o silêncio, o burburinho da chuva e o piar dos periquitos. Não sei se fiz a coisa bem ou mal, mas soube-me bem este bocadinho.

Fui tomar um belo banho demorado e tirar bem a máscara do cabelo.

Fui para a sala apetrechada com os meus cremes e passei-os no corpo todo enquanto via um episódio da minha série do coração "Era uma vez". Gosto tanto!

A filha ainda dormia, fui fazer o meu almoço e voltei para a sala para ver mais um episódio enquanto comia uma comidinha de conforto.

A Bia acordou e enquanto almoçava, vimos os vlogs de que ela gosta enquanto eu jogava um joguinho no telemóvel de renovações de casas em que estou viciadíssima.

A casa precisava de ser limpa e aspirada, mas hoje não nos apeteceu, portanto, não fizemos nada de tarefas.

Passamos parte da tarde a fazer puzzles e legos 😀. Perguntei-lhe: ainda gostas de fazer estas coisas comigo? Diz ela: acho que até brincava com as bonecas, se me apetecesse 😁

Fomos para o quarto dela e ela pôs-se a arrumar gavetas de tralhas enquanto conversávamos sobre tudo. Enquanto ela arrumava eu não me cansava de olhar para ela e pensar como é possível eu amá-la tanto assim. Ela é feliz, eu sinto isso. Temos a melhor relação do mundo e não há nada que eu quisesse mudar.

Hoje senti-me relaxada e, desde há muitos dias, em paz e serena. O facto de não ter visto notícias deve ter contribuído um pouco. E a meditação? Terá tido algum impacto? Não sei. Sei que gostei e quero criar o hábito e continuar. Parece que foi uma ajuda para me trazer de volta a terra e a concentrar-me mais em mim. Gostava começar assim aos poucos e ir vendo o que resulta para mim.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Ela já não é só minha



Ao fim de 17 anos ela arranjou uma namorada. Uma das coisas que ela disse à miúda foi que era muito chegada aos pais.

A Bia sempre confiou em nós. Disse-nos aos 14 anos que achava que gostava de meninos e de meninas e disse-nos no ano passado que tinha chegado à conclusão que afinal gostava só de meninas. O nosso apoio sempre foi total para ela. Depois lá tratamos de lidar com os nossos sentimentos cá dentro, mas com a certeza do apoio total e absoluto.

A namorada tem a experiência oposta. Os pais descobriram e proibiram-na de namorar com raparigas. Que preferiam que a filha fosse uma assassina… Que a põem fora de casa… Que ela não pensa na felicidade dos pais… Incentivaram-na a namorar com um rapaz, para ver como está errada… Não consigo compreender como é que uns pais conseguem ter este tipo de comportamento com um filho e fico realmente triste que este seja o outro lado da história que afeta a minha filha.

Apesar de eu ter reagido com naturalidade desde o início, não nego que tive alguns demónios que tive de resolver na minha cabeça sozinha, mas nunca os projetei para a minha filha! Lutei para que ela não sentisse preconceito nenhum e agora vêm estas pessoas retrogradas fazê-la sentir isso na pele. Magoa-me muito…

Portanto, é um amor semi-proibído, para já, pelo qual estão ambas dispostas a lutar. E eu tenho tanta pena que a felicidade delas seja ensombrada por isto.

Mas os meus demónios agora são outros. É que ela deixou de ser só minha…

Ela é a minha melhor amiga e a minha maior companheira. A pessoa que me conhece como ninguém. Conscientemente, eu sei que na realidade isso pouco ou nada vai mudar, mas inconscientemente eu tenho um medo terrível de perder as nossas conversas, o nosso mimo, o nosso toque, o nosso encosto.

Eu, a supra-sumo do “sofrer por antecipação”, sinto que estou um pouco a sofrer com a síndrome de ninho vazio, apesar de ela estar aqui sentada ao meu lado no sofá, apesar de termos passado a tarde na praia as duas e apesar de nos últimos dias eu ter sido a primeira a quem ela pediu conselhos e colinho.

Porque a Sweet de 17 anos não dava a mínima abertura a que os pais soubessem a ínfima parte da sua vida. Eu sei que a Bia não é assim. Eu sei que a nossa relação está a anos luz da relação que eu tinha com a minha mãe. Eu sei que a Bia não vai deixar que a namorada se meta entre nós as duas. Mas inconscientemente continuo a transportar-me para os meus 17 anos e não a quero deixar escapar-me por entre os dedos.

Lá está, esta é outra coisa que eu tenho de resolver na minha cabeça, porque é só lá que existem estas dúvidas. Eu eduquei-a bem. Ela mal precisou, falou logo comigo, contou-me tudo o que se passava e pediu-me conselhos.

Tenho é de repetir mil vezes o que ela já me disse mais do que uma: nem eu sou a minha mãe, nem ela é eu. A nossa relação é imensa!

sábado, 20 de julho de 2019

Do amor puro


A filhota foi sair com as amigas e comprou um livro Mentes Inquietas ligado à série Stranger Things.

- Sabes mãe, este livro é dedicado a ti, olha o que diz...

O meu coração transbordou ❤️

terça-feira, 11 de junho de 2019

Tão cosidas que elas são!!


Ser mãe foi para mim uma 'tarefa' a 100% desde o primeiro minuto. Eu adoro ser mãe mais do que qualquer coisa no mundo. Eu sei ser mãe. É a coisa mais linda que eu alguma vez irei fazer em toda a minha vida.

Ai vocês são tão cosidas... Vai custar-te muito depois quando ela se começar a afastar... 

Muitas vezes ouvi isto ao logo destes quase 17 anos. Da minha mãe, da minha avó, da minha sogra, outras gerações que delineavam bem o estatuto mãe e filha.

Nunca na vida questionei não me dedicar tanto a ela só para depois não me custar tanto. Para quê sacrificar um delicioso agora por um longínquo depois ? Sempre achei que estava a construir uma relação que daria frutos uma vida inteira.

Pois bem, o depois está a chegar. Ela já pede para sair, para ir ter com a amiga, para que a deixemos voar. E eu deixo, claro. Não quero que ela sinta o aperto das rédeas que eu senti e tenho plena confiança nela.

Sei que sou uma privilegiada pela filha que tenho. Ela desdobra-se entre a euforia da amiga, o aconchego dos pais e a responsabilidade dos estudos. Mas não consigo evitar que me custe esta transição e nova adaptação e continuo a ser uma galinha porque afinal estou a deixá-la sair dos meus braços que estarão sempre abertos para ela.

Ela no fundo continua a ser a menina que sempre foi, eu é que, inconscientemente, a vejo de maneira diferente. Tenho um medo irracional que ela me escape por entre os dedos, mesmo ela estando aqui sentada ao meu lado de pedra e cal e sem intenções de ir a lado nenhum.

Inconscientemente eu olho para ela e lembro-me da Sweet adolescente que tanto se afastou dos pais. Mas nem ela é a Sweet adolescente, nem eu sou a minha mãe. A relação que construímos está a anos luz da que eu tinha com a minha mãe. Preciso de relaxar mais com esta questão e acreditar que tudo o que vivemos até agora a mantém sempre perto de mim.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

É oficial


A minha pequenina cresceu. Conheceu uma menina e andam as duas entusiasmadas.

Por um lado fico imensamente feliz por ela. Quem não se lembra da alegria de um amor fresco, de todas as pequenas coisas que fazem vibrar um coraçãozinho apaixonado e as sensações boas que daí acontecem.
E mais contente estou por ela me ter contado tudo de imediato, de ter partilhado a alegria dela comigo. Isso deixa-me com um sentimento incrível de dever cumprido como mãe.

Por outro lado, ela deixa de ser só minha. Eu sei que isto é a minha veia mais egoísta a falar e que mais cedo ou mais tarde ela ia começar a abrir as asas. Eu sei que é a lei da vida. Mas custa. E eu, mestre em sofrer por antecipação, custa-me pensar nas ausências dela, mesmo estando ela agora sentada ao meu lado.

O problema é que eu já tive 16 anos, já estive apaixonada de fresco e eu fui a adolescente que eu espero que ela não seja. Sim, a nossa relação está a anos-luz da que eu tinha com a minha mãe, mas mesmo assim, mesmo sabendo que a nossa relação é de pedra e cal, custa-me largar-lhe a mão e deixá-la correr à vontade.

E outra coisa, são duas meninas. Eu tenho essa parte bem resolvida e aceite na minha cabeça, mas a sociedade consegue ser bem pervertida. O meu maior medo é que alguém possa ser rude e mesmo mal intencionado com elas.

Foram quase 17 anos dedicados exclusivamente a esta criança que se tornou numa verdadeira amiga e companheira. Eu já nem sei viver sem andar à volta dela...

O que eu mais lhe digo desde sempre é 'Tu tens tempo para tudo: família, amigos, namorados, estudo...' mas depois no meu íntimo mais egoísta, eu quero-a só para mim...

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Das coisas boas tão boas da vida


Estar com a filhota dentro do carro à beira mar a assistir ao mais belo espetáculo da natureza enquanto ouvimos e cantamos em coro música da boa, num espetáculo quase que coreografado.

Há lá coisa melhor do que esta cumplicidade e ligação única entre mãe e filha? Todo o cansaço do dia desaparece e o vendaval que se sente lá fora até se torna abençoado por permitir estes momentos de aconchego.

PS: ❤️

domingo, 19 de maio de 2019

Superação


Era o que dizia no balão que me calhou na Corrida da Mulher de hoje.

Nunca tinha feito nenhuma prova destas porque não tinha companhia, porque nunca tinha calhado, porque nunca achei que conseguisse chegar ao fim... sei lá, as razões são imensas.

No início do ano, a filhota desafiou-me e eu inscrevi-nos de imediato, orgulhosa da iniciativa dela.

Hoje lá fomos e soube muito bem este momento partilhado a duas. É sempre bom passar tempo com ela, mas saber que ela também gosta de partilhar momentos destes comigo em plena adolescência é só delicioso.

São 6 da tarde e estamos as duas a ouvir música baixinha a olhar para o mar de Leça da Palmeira depois de umas horas de explicações privadas de História.

E eu sinto-me feliz. Não só pela superação como por esta relação mágica que construímos.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Aos dezasseis


Ontem, assim do nada:
- Tenho um anúncio a fazer:... Eu gosto muito de vocês os dois!...

A vermos televisão encostadas uma à outra como habitual, dá o trailer do Parque das Maravilhas:
- Mãe, vamos ao cinema ver este filme? Apetece-me ver mikis.
Fomos as duas, que o pai dispensa filmes de animação. A história era sobre uma mãe e uma filha super-unidas, melhores amigas a mãe fica doente e tem de ir fazer um tratamento:
- Vamos embora, não quero ver isto...
Mas não fomos e no fim a mãe regressa bem de saúde e choramos as duas.

Entre nós nunca há silêncio constrangedor. Falamos de tudo, de coisas importantes, de tonices, brincamos com tudo, gritamos na galhofa, às vezes parece uma casa de tolos.

Ela é a minha melhor amiga e eu sei que eu sou a dela. Ela sabe que não há absolutamente nada que não me possa contar e eu adoro que ela tenha toda essa confiança em mim.

O meu coração às vezes parece que vai rebentar de tanto amor que eu tenho por ela. Já nem sequer me lembro de como era a minha vida antes. Com ela, sinto-me completa!

Nunca, nem num milhão de anos, poderia imaginar que aos dezasseis a nossa relação seria assim, tão profunda, tão linda, tão nossa.

Eu dou-lhe toda a liberdade do mundo e ainda assim ela vem aninhar-se junto a mim. Amor assim não existe em nenhuma outra relação.

domingo, 7 de abril de 2019

Dos dias de caca

Ontem foi um dia de caca. Na mesoterapia tirei novamente as medidas e pelos vistos era suposto já ter perdido mais cm do que os que perdi. Vim para casa com um aperto no peito que me estava a fazer sentir pequenina, que me fez questionar se eu não tinha feito uma grande asneira ao deixar as dietas e seguir o caminho completamente novo e oposto da alimentação intuitiva e da aceitação de mim própria. Porque eu ganhei peso, eu sei. Porque eu sou de extremos. Porque eu um dia há muito tempo atrás decidi que queria mudar o meu corpo e que para isso tinha de o odiar em vez de o amar. Foi quando começaram as dietas e foi esse foi o meu grande erro na vida. Eu passei tanto tempo a odiar-me que me esqueci de como me amar. E agora com o body positivity tive um boost de confiança maravilhoso, sim, mas passei para o outro lado do espectro. Da restrição para o abuso. Do 8 para o 80...

Depois de muitos 'O que é tens? - Nada' e algum choro engolido, consegui finalmente abrir-me.

Ela: O que tens mãe? Eu conheço-te, estás triste com alguma coisa... Queres falar?...
Eu: Sabes, há dias em que me arrependo tanto de ter deixado as dietas... já engordei tanto!...
Ela: Oh! Só tens de equilibrar...
Eu: Mas eu não sei fazer isso. Eu sempre vivi nos extremos. Ou em dietas ou em abusos, não sei viver em equilíbrio...
Ela: Eu compreendo. Eu ajudo-te.

Eu sei que para as pessoas que nunca tiveram perto de desordens alimentares este é um não assunto, porque é um aspeto tão natural como respirar ou caminhar. Para quem, como eu, se debate com este problema, aprender a fina arte do Equilíbrio é uma aprendizagem árdua!

 A grande revelação para mim é que é possível eu amar-me como sou neste momento, mas mesmo assim tentar melhorar-me. E ela consegue ensinar-me isso.

Ela lê-me como um livro aberto. Ela sabe quando eu preciso de falar e quando preciso de estar quieta ou sozinha. Às vezes sinto-me culpada por estar a passar para ela estas minhas preocupações. Mas a nossa relação é assim tão transparente que é inevitável.

Ela é uma miúda impecável, tão forte, com uma auto-estima tão lá no alto que é impossível não a admirar ❤️

sexta-feira, 1 de março de 2019

Quem corre por gosto...

... não cansa, dizem. Mas eu estou toda rota!

Foram só 2 diazinhos em Madrid eu e a filhota para ela ver ao vivo a banda que por estes dias lhe enche o coraçãozinho.

E foi muito bom! Era uma sala muito pequenina, conseguimos ficar bem à frente, estivemos mais perto do que nunca e gostei muito. Eu, que alinho sempre nisto, mas que confesso desta vez ia mais numa de acompanhante, dei por mim a vibrar com a maior parte das músicas. Não há dúvida, este tipo de coisas são mesmo o meu guilty pleasure.

A filhota estava nas nuvens e saber que consigo proporcionar-lhe experiências únicas e de sonho é o suficiente para me sentir a caminhar sobre as núvens.

Esta continua a ser a minha preferida 😊


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Vamos lá? ou Filhota #4


Conversa por sms de hoje:

Ela: Corri praí 20 minutos em física hoje!
Eu: Seguidos?!
Ela: Com intervalos de 2 minutos... Correr está mesmo na cabeça e não na capacidade...
Eu: Sim, eu sei. Eu gostava de gostar de correr, mas sem motivação é muito difícil!
Ela: É aos bocadinhos... Começamos as duas a correr!
Eu: E tu puxas por mim? Olha que eu sou muito cu de chumbo!
Ela: Não há mais ninguém no mundo que consiga puxar mais por ti do que eu. Em termos de correr... 
Eu: Em termos de tudo ❤️. Eu alinho. Temos de definir um plano.

E pronto. De uma couch-potato para outra, de uma pastelona-mirim para uma pastelona-mor, lá vamos nós tentar.

É que isto pode bem ser exatamente o empurrão que eu estava a precisar para, pelo menos uma vez na vida, apreciar exercício físico. Pelo menos o tempo de qualidade com esta adolescente maravilhosa ninguém me tira!

Adenda: À noite, já em casa:

Ela: Quando começas a não querer saber o que os outros pensam, tu consegues fazer tudo...

Ok, eu demorei 42 anos a chegar a esse patamar! Ela ter esta filosofia aos 16... devo estar a educá-la bem 😉

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Filhota #3


Primeiras palavras dela do ano:

- Para o ano faço 18 anos!!

... e eu sinto-me velha... 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Filhota #2


A filhota criou um grupo no WhatsApp com ela o hubby e eu a que chamou Família linda. Fiquei comovida com a doçura.

Eu já disse que ela tem 16 anos? E que está supostamente a atravessar a célebre idade da estupidez? Muito ao de leve, felizmente.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Filhota #1

Mãe: O teu pai esta noite sonhou que tu tinhas morrido
Eu: Ótimo, é sinal de muita saúde
Filha: Ó Tite, não digas uma coisa dessas, a mãe não pode morrer, eu vou morrer primeiro do que ela.
Eu (super-comovida): Espero que não filha, essa não é a lei natural das coisas.

Eu sei que a relação que temos é única, mas nunca imaginei que ela não se quisesse imaginar sequer no mundo sem mim. É de salientar que ela tem 16 anos e está em plena fase da estupidez (que está a passar ao lado, para já pelo menos) a minha adolescente maravilhosa.