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domingo, 7 de abril de 2019

Dos dias de caca

Ontem foi um dia de caca. Na mesoterapia tirei novamente as medidas e pelos vistos era suposto já ter perdido mais cm do que os que perdi. Vim para casa com um aperto no peito que me estava a fazer sentir pequenina, que me fez questionar se eu não tinha feito uma grande asneira ao deixar as dietas e seguir o caminho completamente novo e oposto da alimentação intuitiva e da aceitação de mim própria. Porque eu ganhei peso, eu sei. Porque eu sou de extremos. Porque eu um dia há muito tempo atrás decidi que queria mudar o meu corpo e que para isso tinha de o odiar em vez de o amar. Foi quando começaram as dietas e foi esse foi o meu grande erro na vida. Eu passei tanto tempo a odiar-me que me esqueci de como me amar. E agora com o body positivity tive um boost de confiança maravilhoso, sim, mas passei para o outro lado do espectro. Da restrição para o abuso. Do 8 para o 80...

Depois de muitos 'O que é tens? - Nada' e algum choro engolido, consegui finalmente abrir-me.

Ela: O que tens mãe? Eu conheço-te, estás triste com alguma coisa... Queres falar?...
Eu: Sabes, há dias em que me arrependo tanto de ter deixado as dietas... já engordei tanto!...
Ela: Oh! Só tens de equilibrar...
Eu: Mas eu não sei fazer isso. Eu sempre vivi nos extremos. Ou em dietas ou em abusos, não sei viver em equilíbrio...
Ela: Eu compreendo. Eu ajudo-te.

Eu sei que para as pessoas que nunca tiveram perto de desordens alimentares este é um não assunto, porque é um aspeto tão natural como respirar ou caminhar. Para quem, como eu, se debate com este problema, aprender a fina arte do Equilíbrio é uma aprendizagem árdua!

 A grande revelação para mim é que é possível eu amar-me como sou neste momento, mas mesmo assim tentar melhorar-me. E ela consegue ensinar-me isso.

Ela lê-me como um livro aberto. Ela sabe quando eu preciso de falar e quando preciso de estar quieta ou sozinha. Às vezes sinto-me culpada por estar a passar para ela estas minhas preocupações. Mas a nossa relação é assim tão transparente que é inevitável.

Ela é uma miúda impecável, tão forte, com uma auto-estima tão lá no alto que é impossível não a admirar ❤️

terça-feira, 26 de março de 2019

Da segunda sessão de mesoterapia




Não posso dizer que já vejo resultados, porque ainda não vejo. Aliás foi logo uma das coisas que a terapeuta me disse à partida: o meu caso é bastante complicado, é um tratamento que me fará ver melhorias sim, mas só ao fim de umas quantas sessões.
Estou a fazer mesoterapia clínica e estética e sinto-me muitíssimo bem tratada. O cocktail de medicação que me está a ser aplicado inclui um anti-inflamatório, um anti-edematoso, um anti-celulítico e um outro para desfazer as células de gordura. As piquinhas são dadas com intervalos bastante pequenos para apanhar a maior área possível. Como as minhas pernas têm uma área grande, a terapeuta não se inibe em utilizar mais ampolas, nem em levar mais tempo do que o habitual para o serviço ficar bem feito.

Estou muito satisfeita tanto com o atendimento como com todo o esclarecimento de dúvidas. Há finalmente alguém que acredita (como eu acreditava há muito) que tenho um problema além do “É gordura… emagreça!” e que acredita que me consegue ajudar.

Comprei um pack de 10 sessões que ficou por € 300,00 e me vai dar para 10 semanas. Ao mesmo tempo recomendou-me dar uso aos músculos todos os dias num período de 30 minutos seguidos (caminhadas ou qualquer outro tipo de exercício) para fazer o músculo trabalhar e melhorar a absorção e distribuição do medicamento infiltrado.
A dor… ora, a dor para mim é suportável. Há sítios mais sensíveis do que outros, claro e o facto de as picadelas serem constantes, com intervalos de 1 a 2 dedos, faz com que esteja sempre a respirar fundo, mas é uma dor de segundos. Em cada sítio picado, forma-se imediatamente uma bolinha, mas passado pouco tempo a pele volta ao normal e não ficam marcas nenhumas.

Se for algo que me ajude, então o investimento vai valer bem a pena. Se os resultados não forem os esperados, olha, pelo menos não fico a pensar “Se tivesse feito aquilo…”
 


sábado, 16 de março de 2019

Fui cuidar de mim


Toda a minha vida tive as pernas gordinhas. Mesmo no menor do meu peso, as pernas sempre foram rechonchudas por todo, começando logo desde o tornozelo.

Das três vezes que me queixei a dois médicos diferentes, a resposta foi idêntica:
'Isso é gordura, tem de perder peso...'
'Mas Dr., eu se apertar dói, não poderá ser retenção de líquidos ou outra coisa qualquer?'
'Não, é gordura'
E lá vinha eu para casa com o estigma do peso às costas e de que eu é que era a fraca e me estava a fazer isto a mim mesma...

Hoje consultei uma especialista em Mesoterapia Homeopática que teve um discurso completamente diferente. Sim, tenho gordura, tenho bastante celulite, mas tenho essencialmente um grande edema nas pernas que nem com exercício de manhã à noite resolveria.

Só o alívio que senti por tirar das costas a culpa de estar a prejudicar o meu corpo, vale tudo!

Fiz uma primeira sessão de teste para decidir se estaria disposta a submeter-me ao tratamento e para esclarecer todas as minhas dúvidas.

Basicamente a mesoterapia consiste na infiltração na pele de um cocktail de medicamentos através de uma pequena agulha. Posso dizer que me senti um crivo!! Fui picada sem exagero umas 200 vezes, do tornozelo à virilha. E se na maioria das vezes a dor da picada era facilmente suportável, havia zonas que parecia autênticos choques (provavelmente onde apanhava reservas mais maciças de celulite). Para mim foi suportável, mas acredito que não seja assim com todos.

Então mas e a história que andas aí a apregoar do body positivity e aceitares o teu corpo como ele é...
Pois... debati-me com este tema a semana toda na minha cabeça, mas cheguei à conclusão que eu quero fazer isto para me sentir ainda melhor comigo. Se neste momento o po$$o fazer e se este tratamento me poderá proporcionar melhor qualidade de vida no futuro, estou a cuidar de mim, por mim. Não para parecer melhor aos olhos dos outros, mas para me sentir melhor, sem dores físicas nas pernas. Fiz as pazes com a minha decisão. Siga!

Vou fazer uma sessão destas durante 10 semanas. Ao mesmo tempo é aconselhado fazer 30 minutos de exercício contínuo por dia, simplesmente porque o músculo sendo trabalhado faz com o medicamento que foi introduzido se espalhe e atue melhor na zona que está a ser tratada.

Quanto à alimentação, pretendo manter a vertente intuitiva, mas a escutar mais o meu corpo. Ele já me vai pedindo mais fruta e legumes, que muitas vezes não tenho disponíveis, então faço escolhas mais pobrezinhas. Quero também beber 2 litros de água por dia sem falhar, para tentar expelir do meu corpo a maior quantidade possível disto que vai sendo dissolvido.

E é isto! É um tratamento médico? Sim. É um tratamento estético? Sim, também. É para ficar mais magra e agradável aos olhos dos outros? Não, não é! É para resolver um problema com que convivo já há muitos anos e que fará com que me sinta muito melhor no meu corpo.